Preço da energia X PAC
Empresas que se dedicam a comercializar energia e intermediar contratos, estão sinalizando que o preço da energia futura está sendo aumentado devido à possibilidade de apagão. Acrescentam ainda que cada vez fica mais difícil encontrar energia disponível para os anos pós-2010.
Isso acontece no chamado mercado livre, formado por varejistas e grandes indústrias. Esse setor obedece às leis do mercado. Isso significa que estão atentos para se proteger de qualquer possibilidade de escassez do produto, para aumentar seu preço de venda aos consumidores ávidos pela energia. Estima-se hoje que esse mercado representa cerca de 20% de toda a energia que é consumida no país.
A situação atual acontece apesar das diversas declarações de autoridades do setor elétrico do governo, garantindo que não haverá apagão nos próximos anos, reforçada ainda pela hidrologia que está altamente favorável ao enchimento dos reservatórios e com isso garantindo que não faltará energia causada por falta de água.
Com a dificuldade de encontrar energia barata, que vem a ser a energia hidrelétrica, os comerciantes desse produto estão apelando para um mix de outras fontes, colocando no mesmo pacote energia de preços variáveis de fontes diversas, para atender à demanda. Esse procedimento acaba aumentando na prática o preço final.
Todo o esforço do governo tem sido no momento para não deixar a descoberto o período pós-2010, quando os estudos têm indicado que a demanda superará a oferta, isto é, vai faltar energia para atender às necessidades.
Todos concordam que o cenário atual aponta mais para a possibilidade de alta dos preços da energia, do que desabastecimento. E esse mercado é altamente sensível a esse risco. Essa situação ficou mais clara depois da publicação do relatório da SEAE – Secretaria de Acompanhamento Econômico, do M. da Fazenda, apontando para o risco de déficit no abastecimento de energia se o país crescer a taxas anuais de 5%, conforme prevê o PAC.
Todos os técnicos ligados ao setor de energia estão atentos aos sinais.