EPE diz que faltariam só 600 MW em 2010, se país crescer 5% ao ano
PatríciaZimmermann, da Folha Online, em Brasília
O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, admitiu hoje que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) a uma taxa de 5% ao ano nos próximos quatro anos pode fazer com que falte 600 MW médios, ou 1% da demanda de energia em 2010.
O cálculo foi feito com base em um crescimento de 5,6% da demanda, para 5% do PIB, mas considerado um cenário tranqüilo pelo governo. Caso o crescimento da economia fique em 4%, o aumento da carga de energia deverá ser de 5,2% ao ano, de acordo com a EPE.
“Não vi nenhum elemento novo para chegar à conclusão de que vai faltar energia”, disse Tolmasquim, ao comentar reportagem publicada pelo jornal ‘O Estado de São Paulo’, com base em relatório da Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico) Ministério da Fazenda.
Segundo a Seae, o crescimento acelerado da economia entre 2007 e 2010 poderia fazer com que o sistema elétrico opere no limite, e haja risco de apagão. Na tarde de hoje o Ministério da Fazenda divulgou nota para dizer que o crescimento econômico não gera risco de um novo apagão no país.
Tomlasquim informou que as projeções da EPE consideram somente as usinas em construção com prazos definidos para entrarem em operação, o que dá segurança ao planejamento.
Para 2007 e 2008, a previsão da EPE é de tranqüilidade, já que os reservatórios das usinas estão cheios e encontram-se na melhor situação dos últimos 70 anos, segundo Tolmasquim.
Ele explicou que o risco, caso o país cresça 5% ao ano, considera um déficit tão pequeno de energia que haveria tempo suficiente para ser revertido, seja por meio de contratos fechados em leilões ao longo deste ano ou novas usinas poderão ser construídas.
Tolmasquim participou hoje em Brasília de reunião do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico).