Mundo volta os olhos para o álcool brasileiro
Países latinos, Rússia e EUA formam comitivas para visitas ao Brasil
O mundo discute cada vez mais, em todos os níveis da economia e política mundiais, novas alternativas de energia limpa, o álcool brasileiro e a tecnologia utilizada pelo País com o produto como combustível virou a principal atração dos investidores, desde os grandes produtores de Petróleo, como EUA e Arábia Saudita, até os
mega-empresários da internet Bill Gates e os donos do Google, que pretendem investir na produção.
Esta semana, o Brasil abre as portas para comitivas de países da América Central e Caribe. Eles querem conhecer as regras de produção, comércio e transporte do etanol e buscam parceria com o Brasil.
Um programa divulgado pelo governo federal visa a estimular a comercialização internacional do etanol brasileiro. No País, o setor foi impulsionado com o crescimento do número de motores bicombustíveis nos carros flex, movidos a gasolina e a álcool. A visita das comitivas se estende até a quinta-feira (16).
Dentre os países que participarão estão Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá e outros quatro países.
Os latinos terão encontros com especialistas da Petrobras, BNDES e ANP.
Rússia e EUA
Não só os latinos, como também as poderosas economias da Rússia e Estados Unidos se movimentam para correr atrás do produto e da tecnologia brasileira. Ambos pretendem intensificar investimentos em
energia limpa para se adequarem ao Protocolo de Kioto. O interesse de russos e americanos foi revelado semana passada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que participou de reunião do G8 em Moscou.
“Informei que estamos com 50 novos projetos com etanol. E 21 serão inaugurados este ano”, disse Palocci. “O mundo está falando em combustível alternativo, pesquisando, produzindo.
Agora, o combustível economicamente viável é o etanol brasileiro. Hoje o Brasil é um dos países melhor posicionados em matéria de
energia no mundo”, concluiu.
Campos vai ganhar usina agroenergética
Campos dos Goytacazes, Norte fluminense, voltará a ser um dos principais pólos de produção de cana-de-açúcar e álcool do País. Foi lançada a pedra fundamental da primeira usina agroenergética da região, com capacidade de gerar 20 MW.
A partir de 2008, quando entrar em operação, a unidade vai produzir 207 mil litros toneladas de álcool/ano e 45 milhões de litros de álcool/ano, visando o crescente mercado de carros flex no País.
A construção vai gerar 4 mil empregos diretos e indiretos, segundo o governo do estado, que incentiva o programa de retomada da produção de etanol. O empreendimento será de R$ 300 milhões
(Setorial News)