O ILUMINA chama a atenção para a relação entre estas 2 notícias: Transposiçãodas águas do rio São Francisco e geração térmica causada pelaseca no Nordeste.
Os defensores da transposição acham que ela não afeta a geração hidrelétrica. Os contrários à transposição achamque ela agravará o problema dos baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, trazendo consigo a necessidade de acionamento das térmicas, sejam elas a óleo, gás natural ou carvão, sem falar nas termonucleares previstas.
O debate AINDA está aberto e é preciso que todos participem dele.
ILUMINA
CNBB quer diálogo entre bispo e governo
FolhaNews, de Brasília
| O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Geraldo Lyrio Rocha, entregou ontem um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no qual a CNBB se coloca à disposição para a retomada do diálogo entre o governo e o bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio – em greve de fome há 15 dias em protesto pelo projeto de transposição das águas do rio São Francisco. |
| “Colocamo-nos à disposição para colaborar na retomada do diálogo entre o governo e d. Luiz Flávio Cappio”, diz o documento. D. Cappio condiciona o fim da greve à paralisação da obra e ao arquivamento do projeto de transposição das águas do São Francisco. Já o governo diz que manterá o projeto, pois a transposição das águas beneficiaria 12 milhões de pessoas. |
| A CNBB também sugeriu a criação de uma comissão para estudar o projeto do governo e analisar as propostas elaboradas por entidades governamentais, especialistas e movimentos sociais sobre a revitalização e a despoluição do rio. |
| No documento, a CNBB recorda o primeiro protesto feito pelo bispo em 2005, quando ficou 11 dias em greve de fome pelo mesmo motivo. A entidade ressalta que, na época, d. Cappio encerrou o protesto após o compromisso do governo de promover o diálogo sobre o projeto de transposição. “Não obstante os esforços feitos, a comissão (criada para discutir o projeto) não atendeu plenamente os objetivos propostos porque não conseguiu obter consensos mais amplos”, afirma a CNBB. |