Banco Mundial e Eletrobrás fazem pesquisa para identificar maus hábitos de consumo
O Banco Mundial e a Eletrobrás estão fazendo uma pesquisa para identificar maus hábitos de consumo de energia elétrica. A idéia é levantar os principais atos de desperdício de energia e combatê-los, segundo explicou Ricardo David, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia, durante participação no 2° Encontro Nacional de Agentes de Energia Elétrica, que acontece nesta quinta-feira, dia 15 de setembro, em São Paulo. Além do Brasil, a pesquisa também está sendo realizada na Índia e na China. Aqui, o levantamento está sendo desenvolvido pela PUC-Rio e da Ecoluz e deve ser concluída em dezembro deste ano. No entanto, David adiantou que muitos dos ganhos obtidos na época do racionamento já foram esquecidos pelos consumidores. Ele citou como exemplo a aquisição de lâmpadas fluorescentes no período de racionamento, que são mais econômicas do que as incandescentes. Com o fim do racionamento, disse ele, os consumidores, principalmente os de menor poder aquisitivo, deixaram de comprar as lâmpadas fluorescentes por terem custo maior. O executivo destacou ainda o desperdício de energia elétrica pelo poder público. “O setor que deveria dar o exemplo, ainda tem um potencial de eficiência energética de 40% a 50% a ser trabalhado”, comentou. David também comentou sobre as negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Banco Mundial para a criação de uma linha de crédito para as ESCOs. Segundo ele, as negociações estão em andamento, mas ainda não há uma previsão de conclusão para a questão. O executivo ressaltou que o BNDES já tem um programa de financiamento para projetos de eficiência energética, mas o que se deseja é melhorar as linhas de acesso a esse programa.