Diario econômico
por Aldo Paes Barreto
Edição de terça-feira, 15 de março de 2011
Chesf envelhecida
Não fosse pela iniciativa do vigilante Instituto Ilumina, os 63 anos da Chesf, que transcorrem hoje, ficariam restritos a reuniões e festejos internos de praxe. Mas, é para discutir o futuro da companhia que o Ilumina e convidados estarão reunidos hoje, na empresa.
Embora estejam em pauta importantes assuntos envolvendo a velha e boa Chesf, seu esvaziamento e a troca de comando, devem prevalecer nesse simpósio. É que o futuro da companhia passa pelas já decididas mudanças administrativas. Como também os motivos do apagão de fevereiro, que continuam sem explicações convicentes. Embora debitados à Chesf, embrulhados, encadernados e assim levados à presidente Dima.
Dificilmente, porém, até por inconsistentes não serão colocados na mesa, os boatos que circularam, inclusive no Ministério de Minas e Energia para justificar o apagão. Como a versão que deixou no ar a possibilidade de boicote, provocado por quem quer ver a direção da empresa pelas costas.
Pode ser pura maldade. Mas, como explicar que falhas aparentemente tão simples e sequenciadas tenham levado a um apagão daquelas proporcões? E como aceitar que uma gestão que sempre apresentou resultados positivos tenha que ser mandada embora?