É difícil furar a barreira da mídia quando o assunto é a crítica à política econômica. Abaixo, sem informações mais detalhadas, uma excessão. |
Um ano após a divulgação de um manifesto de 300 economistas contra a política econômica do governo, 30 deles, signatários do documento fizeram nova avaliação da conjuntura econômica e concluíram que “a situação social se agravou” e que “o ligeiro suspiro” de crescimento este ano não muda o caráter excludente e pauperizador da política econômica. “Continuamos no rumo errado, mas há alternativa”, avisam. O novo documento é assinado por economistas históricos do PT, como Carlos Eduardo Carvalho, da PUC-SP, Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, Plínio de Arruda Sampaio Júnior, da Unicamp, João Pedro Stedile, do MST, Marcos Arruda, do PACS-RJ e João Antonio de Paula, da UFMG, dentre os mais conhecidos. Na análise desses especialistas, a política econômica coloca a sociedade brasileira “em uma armadilha” de tal forma que qualquer ameaça ou chantagem, externa ou interna, é enfrentada com medidas monetárias e fiscais restritivas que agravam a crise social. Os altos juros de 16, 75% ao ano e o superávit primário de 4,5% do PIB são apontados pelos economistas como uma verdadeira máquina de transferência de renda de pobre para ricos. O novo manifesto destaca que a política econômica atual é coerente com a manutenção dos privilégios da camada mais rica da população, do setor financeiro e dos voltados para exportação. A proposta alternativa se insere num Projeto Nacional de desenvolvimento. |