Especialistas afirmam que falta planejamento para o gás natural
Especialistas presentes ao evento “Marco Regulatório do Gás Natural”, realizado ontem, 27, na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), acreditam que falta um maior planejamento para o setor de gás natural no Brasil. Além de análises do cenário econômico
para o gás natural no País, os palestrantes analisaram as atuais leis de regulação do gás em tramitação na Câmara dos Deputados.
O subsecretário de Energia do Rio de Janeiro, Marco Antônio Feijó, citou o Plano Decenal, apresentado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Ele disse que apesar de o projeto ser satisfatório, faltam definições como os direitos do consumidor. A opinião dele foi seguida pelo diretor Técnico da Cogerar, Edílson Tito Guimarães.
Já o presidente da CEG, Daniel López Jordá, afirmou que o setor de gás natural no Brasil irá se desenvolver de acordo com o tempo.
“Com investimentos, o setor poderá chegar à condição
de maturidade”, declarou.
O gerente de Departamento de Gás e Desenvolvimento Automotivo da Petróleo Ipiranga, Francisco Leite Barros, destacou as vantagens do gás natural veicular (GNV) em comparação com a gasolina e o álcool.
Segundo ele, o GNV custa menos do que os outros dois combustíveis e tem um rendimento maior.
De acordo com ele, é possível um carro abastecido com o gás percorrer 13 quilômetros com um metro cúbico, que custa em média R$ 1,10. Ele disse ainda que a economia com o GNV, chega a 78%.
(Setorial News, no. 1703, 28/3/06)