Térmica a carvão, NÃO


Térmica Sepetiba não terá licença



Chico Santos, Valor







Os leilões de energia elétrica com os quais o governo pretende eliminar os riscos de apagão para os anos de 2010 e 2012 têm tudo para perder a maior usina cadastrada para deles participar, a Termelétrica Sepetiba, do grupo Inepar. Projetada para gerar 1.320 megawatts de energia com turbinas movidas a carvão mineral, a unidade é para ser construída no município de Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro. Sua potência corresponde a 5,2% dos 25.496 megawatts cadastrados para oferta nos leilões marcados para os dias 10 e 24 de maio. O secretário do Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, disse que a usina “não será construída” no local para onde está prevista.






“Podem tirar da lista (dos leilões) porque a usina não terá licença (ambiental), inclusive com base em parecer do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim”, disse Minc. A EPE é a empresa do governo federal responsável pelo cadastramento das unidades interessadas em vender energia nos dois leilões. Segundo Minc, em 2002 o governo do Rio já havia descartado a concessão de licença à usina com base em parecer da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) apresentado por Tolmasquim e pelo ex-presidente da Eletrobrás Luiz Pinguelli Rosa.






Minc disse que o parecer mostrava que a usina a carvão iria emitir cinco vezes mais óxido de nitrogênio (NOx) que o permitido na Itália. A comparação com a Itália deve-se ao fato de a Itaguaí Energia S.A., empresa do grupo Inepar responsável pelo projeto, ter um acordo de cooperação técnica para a construção da usina com a Enel Power, com sede em Milão.






“Na época (2002), ainda não estavam previstas as construções das siderúrgicas do Atlântico (CSA) e da CSN naquela região. Se ainda assim a licença foi negada, imagine agora.” Minc afirmou que em uma reunião com o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, atendeu a quatro pleitos do governo federal sobre outros assuntos para a área energética, mas, com o apoio do governador Sérgio Cabral Filho, descartou totalmente a termelétrica Sepetiba. Minc admitiu reexaminar o assunto se o local da térmica for mudado.







A EPE informou que se os empreendedores da Termelétrica de Sepetiba não apresentarem a licença ambientar, juntamente com outros documentos, até 20 dias antes de ir a leilão, seu nome será riscado da lista. Segundo a EPE, o cadastramento representa apenas a primeira fase da habilitação e não é incomum que usinas cadastradas não cumpram todas as exigências e deixem de participar das ofertas. No caso da usina Sepetiba, está previsto que ela ofereça energia para entrega em 2012.


COMENTÁRIO


Parece que esses senhores daINEPAR não ouviram falar no Relatório do IPCC.


Está certo o Secretário Estadual doAmbiente, quando diz: NÃO SERÁ CONSTRUÍDA.

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