A expansão é função do setor privado, diz o presidente do Banco Mundial. Na prática muita conversa, muita promessa, muito papel, mas MWh novos, nada! Muitas das usinas licitadas já tinham sido l …

A expansão é função do setor privado, diz o presidente do Banco Mundial. Na prática muita conversa, muita promessa, muito papel, mas MWh novos, nada! Muitas das usinas licitadas já tinham sido lançadas antes sem resposta do setor privado. Observe-se que o mercado para novas usinas já está liberado desde 95. Produção independente, contrato bi-lateral livre, venda de excedente no MAE são algumas das vantagens frequentemente desprezadas pelos investidores. Vejam o caso da Gerasul, que estranhamente consegue o reajuste tarifário que quer. Vai entender!!



Oferta de energia é função do setor privado, diz Bird


Praga, 21 – "O setor privado é o responsável pelo aumento da oferta de energia elétrica no mundo", afirmou o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, respondendo a uma pergunta do Estado de S. Paulo, durante entrevista à imprensa internacional em Praga. Isto evidencia a importância de o Brasil acelerar o programa de privatização das geradoras de energia elétrica, pois não haverá novos recursos externos da instituição para que o setor público possa investir no aumento da oferta de energia. O volume de recursos emprestados até agora ao setor de eletricidade, em especial, destinado a projetos hidrelétricos do setor governo ou empresas estatais, reduziu-se, nos últimos anos, de 20% dos empréstimos totais do Banco Mundial para apenas 2%, segundo o presidente do banco. "O setor elétrico é atrativo para as companhias particulares que estão ansiosas para investir nele", observou Wolfensohn. Mas, como ele admitiu, o Banco Mundial está preocupado com o impacto do aumento do custo da energia sobre o ritmo de crescimento econômico e com as implicações disso para os pobres e, por isso, está estudando projetos que respeitem o meio ambiente em programas limpos, como hidrelétricos e de gás natural.


Durante uma hora de entrevista, Wolfensohn referiu-se dezenas de vezes à palavra pobreza. Sua preocupação é que o aumento dos preços do petróleo – e, em consequência, das demais formas de energia – afete os programas de combate às desigualdades. Estas podem ser medidas, hoje, pelo fato de que os 20% mais ricos detêm 80% do PIB mundial, uma situação vista como explosiva por Wolfensohn.


Comunismo e capitalismo – Alguns países do Leste Europeu mostram, segundo o presidente do Banco Mundial, que é possível adotar políticas convencionais para reforçar suas economias e concluir os processos de transição do sistema comunista, para a economia de mercado. Ele afirma que esse é o caso da Rússia e da República Checa – que, hoje, são "doadoras de recursos no mercado financeiro internacional". O melhor caminho, sugeriu o presidente do Banco Mundial, é estreitar os laços econômicos e os laços comerciais com a União Européia. "Para isso, é necessário integrar-se ao mercado europeu, equiparando suas políticas econômicas e suas normas às da Europa. Referindo ao exemplo da República Checa, Wolfenshon declarou: "Em dez anos, vocês já conseguiram isso". Fonte: Agência Estado (Fábio Pahim Jr.)



Aneel lança edital de 11 novas usinas nesta segunda


Brasília, 22 – Já são 15 os grupos interessados nas futuras usinas que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá leiloar, em novembro, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Empresas como a Inepar, Votorantin, EPP e Leme Engenharia, por exemplo, visitaram o data-room da Agência, que já nesta segunda-feira (25/09) distribuirá o edital a todos os interessados. Ao todo serão leiloadas 11 novas usinas hidrelétricas, localizadas em Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Essas usinas deverão entrar em operação comercial em até quatro anos, e os 1.396 MW de energia que serão produzidos podem abastecer uma população de 8,6 milhões de habitantes. As empresas que vencerem o leilão irão investir recursos da ordem de R$ 2,370 bilhões na construção dessas usinas, com Contratos de Concessão válidos por 35 anos. E no próximo ano, a meta da Aneel é licitar outras 17 usinas hidrelétricas, entre 50 e 1.200 MW, que juntas irão gerar 7.254 MW. Esses estudos de viabilidade, à medida que forem concluídos, também serão disponibilizados para consulta.


Em 2000, a Agência já licitou três empreendimentos (usinas de Quebra-Queixo, Barra Grande e Corumbá IV) que atraíram o interesse de dezenas de empresas. As usinas que serão leiloadas são as seguintes: 1. Complexo Energético Capim Branco – Capim Branco I (240 MW) e Capim Branco II (210 MW), localizadas no rio Araguari, em Minas Gerais, entre os municípios de Uberlândia e Araguari. Investimento: R$ 577,9 milhões. 2. Complexo Energético Rio das Antas – Monte Claro (130 MW), 14 de Julho (130 MW) e Castro Alves (100 MW), localizadas no rio das Antas, no Rio Grande do Sul, entre os municípios de Bento Gonçalves, Veranópolis, Nova Pádua, Nova Roma do Sul e Cotiporã. Investimento: R$ 493,4 milhões. 3. Itaocara (195 MW), localizada no rio Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, entre os municípios fluminenses de Itaocara e Aperibé. Investimento: R$ 288,3 milhões. 4. Bocaina (150 MW), situada no rio Paranaíba, entre os estados de Goiás e Minas Gerais, entre os municípios de Abadia dos Dourados (MG) e Davinópolis (GO). Investimento: R$ 638,6 milhões. 5. Murta (120 MW), localizada no rio Jequitinhonha, em Minas Gerais, no município de Coronel Murta. Investimento: R$ 161,8 milhões. 6. Picada (50 MW), localizada no rio do Peixe, em Juiz de Fora-MG. Investimento: R$ 72 milhões. 7. Barra do Braúna (39 MW), localizada no rio Pomba, em Minas Gerais, entre os municípios de Laranjal e Leopoldina. Investimento: R$ 56,4 milhões.8. Espora (32 MW), localizada no rio Corrente, em Goiás, entre os municípios de Aporé e Serranópolis. Investimento: R$ 82,2 milhões. Fonte: SCS ANEEL



Celesc pede à Aneel anulação do reajuste de tarifa da Gerasul


BRASÍLIA, 20 – A Celesc encaminhou à Aneel pedido de anulação do reajuste da tarifa de geração da Gerasul. Cerca de 63% da energia adquirida pela Celesc são fornecidos pela geradora. Além disso, a Celesc pediu suspensão imediata do reajuste tarifário até a decisão final da Aneel, porém a agência ainda não decidiu se vai considerar o pedido.Pelo contrato inicial assinado entre a Celesc e a Gerasul, a empresa catarinenese é obrigada a comprar energia desta geradora até 2006, quando então ficará liberada para adquirir energia de outras empresas. Fonte: Agência O GLOBO (Mônica Tavares/Sueli Montenegro)










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