A “nota” no site do MME não reflete o acontecido

A VISITA DO MINISTRO E A NOTA DO SITE DO MME
Seria incrível, se antes de tudo não fosse um absurdo, que um dia após o Ministro das Minas e Energia Márcio Zimmermann ter participado da reunião do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado de Pernambuco – CEDES, onde sofreu forte pressão e até certo constrangimento, o site oficial do MME tenha divulgado uma Nota triunfalista, escamoteando a verdade sobre o que de fato ocorreu na referida reunião.


Não acreditamos que o próprio Ministro tenha repassado o que está expresso na citada Nota. Provavelmente, a sua Assessoria, mal informada, resolveu escrever aquelas equivocadas palavras que não correspondem ao que realmente aconteceu no Recife.


Com efeito, logo no início a Nota afirma que o Ministro “deixou claro que não existe relação entre o novo modelo da holding e a suposta perda de autonomia da CHESF” e, depois de outras citações de mesmo equivocado teor, ao final conclui informando que “O Ministro Márcio Zimmermann deixou a reunião certo de que as explicações foram convincentes e que a transformação das empresas do Grupo Eletrobras vai integrar a gestão dos negócios de energia, valorizar a marca e tornar essas empresas cada vez mais competitivas”.

Seria incrível, se antes de tudo não fosse um absurdo, que um dia após o Ministro das Minas e Energia Márcio Zimmermann ter participado da reunião do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado de Pernambuco – CEDES, onde sofreu forte pressão e até certo constrangimento, o site oficial do MME tenha divulgado uma Nota triunfalista, escamoteando a verdade sobre o que de fato ocorreu na referida reunião.


Não acreditamos que o próprio Ministro tenha repassado o que está expresso na citada Nota. Provavelmente, a sua Assessoria, mal informada, resolveu escrever aquelas equivocadas palavras que não correspondem ao que realmente aconteceu no Recife.


Com efeito, logo no início a Nota afirma que o Ministro “deixou claro que não existe relação entre o novo modelo da holding e a suposta perda de autonomia da CHESF” e, depois de outras citações de mesmo equivocado teor, ao final conclui informando que “O Ministro Márcio Zimmermann deixou a reunião certo de que as explicações foram convincentes e que a transformação das empresas do Grupo Eletrobras vai integrar a gestão dos negócios de energia, valorizar a marca e tornar essas empresas cada vez mais competitivas”.


O Ministro não deixou nada claro, muito menos sobre o que a Nota afirma. Ao contrário, foi mostrado por vários Conselheiros que as alterações introduzidas nos Estatutos da CHESF e das demais subsidiárias regionais da Eletrobrás acabaram totalmente com a autonomia das referidas empresas. E o Ministro não conseguiu contestar. Quem estava lá pôde testemunhar. Nem tampouco as suas explicações foram convincentes. Se isto representasse um mínimo da verdade sobre o que ali ocorreu, os jornais do Recife seriam todos mentirosos, porque não foi isto que publicaram no dia seguinte (15/04).


O que se viu foi uma matéria com o título “Ministro não convence e Lula entra na questão” (Jornal do Commercio). Ou outra com o subtítulo “Ministro tentou esclarecer propostas para a Companhia e prometeu levar as sugestões do Nordeste para o presidente Lula”, onde se vê a transcrição da declaração de um Conselheiro que textualmente disse ao Ministro: “A polidez aparente que o Senhor ouve nessa mesa nem de longe reflete a indignação com que nós nordestinos recebemos esta notícia em fim de mandato. Faça estudos, mas, por favor, não tome decisões porque pode ser difícil voltar atrás” (Diário de Pernambuco). Ou, ainda, o registro da própria declaração do Ministro, já perto do final dos debates, quando, procurando demonstrar equilíbrio, afirmou que “Não acredito que tenha que ter um lado certo e outro errado. Nem a Eletrobrás está totalmente certa, nem os Senhores totalmente errados. Vou levar as contribuições para o Presidente Lula e pegar orientações com ele” (ambos os jornais).


E se não bastasse tudo isto, o que dizer do conteúdo da carta enviada pelo presidente da Eletrobras à Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco, exatamente no dia 15/04, onde está explícito com todas as letras que após a referida reunião do CEDES “Houve um comprometimento de avaliar e discutir todas as questões colocadas com técnicos envolvidos no assunto além do próprio Governo Federal – acionista majoritário da Eletrobras” e que, “Em face disso… o Ministro recomendou que a Diretoria da Eletrobras e da Eletrobras Chesf aguardem novas orientações, antes de se pronunciarem sobre a matéria”?


Portanto, e em resumo, como o próprio Ministro reconhece, não é verdade que as suas explicações foram convincentes e, assim, até mesmo por uma questão de credibilidade, consideramos que o Sr. Ministro está na obrigação de mandar corrigir a Nota divulgada no site do Ministério, de modo a repor a verdade dos fatos ocorridos. E também aguardamos a realização das prometidas e necessárias discussões.

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