A privatização das estatais irá desonerar o estado que então poderá investir na área social. Blá, blá, blá…… Expansão privada de geração …



A privatização das estatais irá desonerar o estado que então poderá investir na área social. Blá, blá, blá……



Expansão privada de geração de energia terá R$ 11,9 bi do governo

Rio, 23 – O programa de expansão da produção de energia elétrica do país vai contar com o financiamento e a participação efetiva do setor público, ao contrário do que afirma o ministro Rodolfo Tourinho (Minas e Energia). O ministro disse que caberia ao setor privado a iniciativa de conseguir financiamentos externos para tocar o programa. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai financiar 70% do programa, orçado em R$ 17 bilhões, o equivalente a R$ 11,9 bilhões. Além disso, a Petrobras e a Eletrobrás, empresas estatais, vão entrar como parceiras em vários projetos. O programa de expansão prevê a construção de 49 termelétricas e mais de 50 hidrelétricas até 2004. Só entre as termelétricas, a Petrobras terá participação em 19. O Brasil precisa ampliar em 40% sua produção de energia elétrica nos próximos cinco anos. Pelas contas do ministro, a capacidade de geração de energia de todas as novas usinas juntas é pouco maior do que a expectativa de consumo para o Brasil daqui a cinco anos. Isso significa que, se alguns projetos atrasarem, são grandes os riscos de haver crise no abastecimento de energia. No limite – A produção de mais 40% de energia significa ampliar a oferta em 26 mil MW. Desse total, 13 mil MW dependem das novas hidrelétricas. Outros 11 mil MW serão gerados pelas 49 termelétricas. Apenas 2 mil MW estão garantidos, com a importação da Argentina. A urgência do projeto levou o Ministério das Minas e Energia a iniciar uma série de reuniões com as empresas investidoras para evitar atrasos no cronograma das obras e, se possível, adiantar a entrada em operação de alguma delas. Segundo Tourinho, o governo poderá até estudar algum tipo de compensação para quem puder adiantar o seu cronograma. Tourinho disse que o governo federal vai ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) mostrar a viabilidade dos projetos para o setor energético brasileiro e tentar ganhar a o apoio financeiro do banco para o programa. O Ministério das Minas e Energia disse que Tourinho está viajando e só amanhã (quarta-feira 24) poderá falar sobre a participação do setor público no financiamento do programa brasileiro de expansão de energia. Fonte: Folha Online (EDUARDO CUCOLO)

Setor de energia tem US$ 4 bi até 2004

FLORIANÓPOLIS, 25 – A entrada em operação, no final de junho, da primeira turbina da Usina Hidrelétrica de Itá, no oeste catarinense, promete ser o início da redenção energética de Santa Catarina, que há anos luta para se tornar auto-suficiente na produção de eletricidade. Investimento de US$ 1,1 bilhão, com potência de 1.450 MW, Itá é a primeira grande usina catarinense – construída por um consórcio liderado pela Gerasul, pertencente ao grupo belga Tractebel, que comprou os ativos da estatal Eletrosul – dentro do ciclo da privatização da produção de energia elétrica. Atualmente, a estadual Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) produz 396 MW para um consumo de 2.048 MW. Ao mesmo tempo em que Itá começa a mudar o balanço energético catarinense, o Grupo Executivo de Energia de Santa Catarina (Ge Ene) contabiliza investimentos de US$ 4 bilhões na produção de eletricidade até o ano 2004 em território catarinense. "Proporcionalmente, este é o maior investimento brasileiro no setor", afirma o vice-governador estadual Paulo Bauer, presidente do Grupo Ge Ene. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Base (Abdib), o setor elétrico é o que concentra a maior parte dos investimentos na infra-estrutura catarinense até o ano 2003. A maior dessas novas usinas, Machadinho, já está em construção no rio Pelotas (divisa SC-RS) e vai gerar 1140 MW a partir de 2002. As outras grandes, todas para 2005, são: Campos Novos, no rio Canoas, com potência de 880 MW; Foz do Chapecó, 840 MW; e Barra Grande, no rio Pelotas, 690 MW, cuja licitação acaba de ser ganha por um consórcio liderado pelo grupo VBC, o mesmo que constrói Machadinho. Além disso, a lista do Ge Ene contém mais de uma dúzia de projetos, uns aproveitando a energia dos rios, outros prevendo queimar gás natural e pelo menos um tendo o carvão mineral como combustível. A soma total das usinas em construção ou em projeto resultará numa produção de 7.047 MW em 2008. Segundo Bauer, não deverão faltar recursos (privados) para a execução desses projetos vitais para a economia catarinense, cujo consumo de energia cresce 5,5% ao ano. Tanto que a Celesc não se dispõe a participar senão com 10% dos novos investimentos. E o fará para garantir o direito ao fornecimento da eletricidade. O governo catarinense não exibe a mesma segurança ao falar dos investimentos em estradas, o outro setor de infra-estrutura em que o Estado exibe carências históricas. Nessa área se acumulam complicações. Fonte: Gazeta Mercantil

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