É por isso que o ILUMINA gosta dos projetos do governo FHC. A coerência é fantastica. De um lado vende as estatais lucrativas dizendo que precisa do dinheiro para a educaçao, saúde, etc ( A gente sabe qu …

É por isso que o ILUMINA gosta dos projetos do governo FHC. A coerência é fantastica. De um lado vende as estatais lucrativas dizendo que precisa do dinheiro para a educaçao, saúde, etc ( A gente sabe que é para pagar a dívida, mas, deixa). De outro lado faz o BNDES virar uma estatal de energia. Não é genial? A gente adora… Uma mão estatiza a outra desetatiza…


BNDES será sócio nos novos projetos elétricos

Além de financiador, banco também vai investir na condição de acionista do setor


IRANY TEREZA e PAULO CABRAL


RIO – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai participar, também como acionista, em projetos de geração e transmissão de energia elétrica. Essa será uma das alternativas do governo para driblar a dificuldade de elevação dos recursos federais destinados ao setor este ano, por falta de previsão no orçamento das estatais. As ações ou debêntures serão adquiridas pelo BNDESPar, empresa de participações do banco, essencialmente em projetos privados e eventualmente em operações mistas, com participação minoritária de estatais. Até agora, a atuação do banco era apenas a de financiador desses projetos.


"Dinheiro não será problema", afirma o presidente da BNDESPar, Eleazar de Carvalho, acrescentando que boa parte do orçamento de R$ 26 bilhões do banco para este ano poderá ser destinada ao setor de energia. O diretor de Infra-Estrutura do BNDES, Otávio Castelo Branco, responsável pela coordenação dos projetos de energia, explicou que os investimentos no setor têm um bom retorno financeiro, e confirmou que o banco poderá participar, por meio do BNDES, de vários projetos ainda este ano.


"Não estamos tomando essa decisão com o único objetivo de aumentar os recursos para esses projetos, mas certamente é uma das alternativas para a falta de orçamento", admitiu.


"Estamos começando a analisar um volume maior de projetos", disse Castelo Branco. Segundo ele, parte das 52 termoelétricas do programa prioritário do governo poderá ter esse tipo de participação. Somente quatro desses projetos foram encaminhados ao banco para análise de financiamento: Araucária, Norte Fluminense, Juiz de Fora e TermoPernambuco. O fato de a estatal Petrobrás participar em 27 desses projetos não impedirá o BNDES também de ingressar como acionista ou agente financiador.


O banco já está alterando, também, o modelo dos empréstimos para esses projetos. Inicialmente, o financiamento estava limitado a 80% do investimento local. Mas os gastos mais pesados na construção de usinas referem-se aos equipamentos importados. Com a modificação, passará a financiar 100% dos gastos locais, o que corresponderá, na prática, a 35% do total dos gastos. Para o material importado não serão aprovados empréstimos com uso do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mas uma cesta de moedas, com repasse de linhas de crédito do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a viabilização de operações no mercado de capitais com reajuste pelo IGPM.


Furnas – O plano emergencial elaborado por Furnas Centrais Elétricas prevê o investimento de cerca de R$ 2 bilhões em 2000 e 2001 em usinas, linhas e equipamentos que aumentem a capacidade de transmissão para abastecer principalmente a Região Sudeste.


Outros R$ 650 milhões serão investidos nos anos seguintes para complementar as obras "Há projetos nos quais Furnas vai entrar com uma pequena parte apenas para permitir também os investimentos da iniciativa privada", explica o assistente da diretoria de engenharia e construção de Furnas, Eduardo Bueno.


O engenheiro cita como principal exemplo a Usina Térmica de São Gonçalo, na qual Furnas investirá R$ 12,6 milhões. "A Toshiba, que será nossa parceira nesse projeto, fará o restante dos investimentos e vai providenciar os equipamentos", explicou. De acordo com o engenheiro, a empresa ainda está negociando a aquisição das turbinas para a usina térmica de Campos.


O engenheiro admite, no entanto, que a urgência dos projetos vai exigir gastos maiores do que o necessário em condições normais. "Temos de discutir com os empreiteiros os preços, porque o caráter de urgência das obras vai exigir um trabalho mais intenso para que tudo saia no prazo", disse Bueno.


Quanto às linhas de transmissão, o engenheiro destaca como principal obra a ligação entre Ibiúna e Batéias. A linha vai permitir a transferência de mais energia do Sul – em especial da Usina de Itaipu – para o Sudeste. Outra obra essencial para Furnas é a Ligação Norte-Sul 2, para que o Sudeste possa utilizar mais energia gerada na Região Norte. "A empresa Novatrans ganhou a licitação para a construção dessa linha, e depois convidou Furnas para um parceria."


Chesf – A Companhia de Eletricidade do São Francisco (Chesf) propôs ao governo federal investimentos de aproximadamente R$ 630 milhões em seus projetos, dentro do programa emergencial para aumento da oferta de energia elétrica.


O diretor de engenharia da empresa, Leonardo Lins, diz que as principais obras serão a reativação da Termoelétrica de Bongi (150 MW) e o aumento da potência na Termoelétrica de Camaçari (de 50 MW para 350 MW). "Também existe a possibilidade de instalação de mais duas usinas de 100 MW nos mesmos locais onde estão as usinas de Bongi e Camaçari. Mas esse projeto ainda está em fase muito inicial", explica o executivo.


A Chesf também pretende construir uma linha de transmissão entre Presidente Dutra (PA) e Teresina (PI). Lins explica que essa obra vai se ligar à linha entre a Usina Hidrelétrica de Tucuruí e Vila do Conde, que foi licitada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e será construída pela iniciativa privada. "Estamos nos propondo a fazer uma nova linha paralela à que já construímos entre Presidente Dutra e Teresina", explica Lins. Estadão 13/6


Governo procura parceiros para hidrelétricas

Eletrobrás investirá em dois projetos, dos 25 que deverão estar concluídos em 2003


DENISE CHRISPIM MARIN


BRASÍLIA – O governo federal pretende atrair agentes privados para o financiamento de 25 projetos do setor hidrelétrico, cujas obras deverão estar concluídas até o final de 2003. Essas novas linhas deverão se somar ao crédito que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concederá aos empreendimentos. A Eletrobrás investirá integralmente em dois projetos – as ampliações da geração em Itaipu e em Tucuruí – e poderá participar minoritariamente nos outros.


Para dar conta desses investimentos, a estatal negocia com o BNDES a ampliação dos financiamentos. A Eletrobrás, por enquanto, reserva o aporte de R$ 3 bilhões em obras de geração hidrelétrica até dezembro de 2003 – cifra considerada insuficiente. Segundo a estatal, os financiadores privados serão atraídos pela viabilidade econômica das obras e a "garantia" da participação da Eletrobrás e do crédito do BNDES.


O balanço final das hidrelétricas que entrarão em operação até o final de 2003 será realizado hoje por uma equipe comandada pelo ministro de Minas e Energia, José Jorge. Das 25 usinas, 17 estavam nos planos anteriores do governo e outras oito serão licitadas no final deste mês pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na semana passada, José Jorge apresentou à Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE) um plano preliminar que previa apenas 20 obras de hidrelétricas, com geração adicional de 6.900 Megawatts (MW).


Entre os projetos estão o acréscimo de duas novas turbinas à usina de Itaipu, no rio Paraná. Com custo de cerca de R$ 700 milhões, a obra deverá elevar a geração em 1.400 MW e ser concluída até o final de 2003. A execução da segunda etapa de Tucuruí, porém. é a obra mais ambiciosa do plano.


A Eletronorte, subsidiária da Eletrobrás, deverá concluir até abril de 2007 as obras para quase dobrar a capacidade de geração da usina de Tucuruí, dos atuais 4.200 MW para 8.300 MW. O investimento previsto é de R$ 2 bilhões da estatal. O projeto, aprovado pela Aneel, já está em andamento. A primeira turbina, com capacidade de gerar 350 MW, entrará em operação em dezembro de 2002.


No mesmo prazo, o consórcio privado Schahin-Alusa deverá concluir a linha de transmissão Norte-Nordeste – que ligará Tucuruí a Presidente Dutra (MA). A Eletrobrás, com participação minoritária, investiu cerca de R$ 100 milhões no empreendimento. O mesmo consórcio será responsável pela linha de Tucuruí a Vila do Conde (Belém/PA), a ser entregue em julho de 2002.


Outra obra incluída no plano do Ministério de Minas e Energia (MME) é a hidrelétrica de Machadinho, no rio Uruguai, capaz de gerar 1.100 MW médios.


A primeira turbina deverá começar a funcionar em dezembro próximo; a última, em julho de 2002. O projeto será conduzido pelas estatais da área de energia do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e pelo consórcio privado Maesa.


Térmicas – O mapeamento das usinas termoelétricas que entram em operação até o final de 2003 deverá estar concluído na próxima semana. No relatório entregue à GCE, a previsão é de geração adicional de 10.000 MW médios. Resta, porém, definir as tarifas do gás, suficientes para espantar possíveis investidores privados.


Estadão 13/6










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