Afinal, não é só o ILUMINA que teme o racionamento… ONS tem plano de economia de energia São Paulo, 4 – A partir de agosto e setembro, quando a temperatura voltar a se aquecer na região Sud …



Afinal, não é só o ILUMINA que teme o racionamento…


ONS tem plano de economia de energia

São Paulo, 4 – A partir de agosto e setembro, quando a temperatura voltar a se aquecer na região Sudeste do País, o Operador Nacional do Sistema (ONS) um órgão privado que administra todo o sistema de distribuição e transmissão de energia no País, tem um plano de racionalização no consumo de energia no horário de ponta, que se situa entre 18 e 20 horas. O plano da ONS já poderia ter sido aplicado em maio, com algumas indústrias concordando em participar dele, transferindo atividades do horário de ponta, para outros horários, onde a demanda de energia não é tão elevada. Mário Santos, o presidente da ONS, confirmou o plano para agosto e setembro, ao explicar que há um entendimento entre distribuidoras de energia e empresas para a sua aplicação. Companhias do setor de química e petroquímica confirmaram que estão dispostas a auxiliar a ONS na aplicação deste plano que também é chamado de gerenciamento de demanda.


A determinação da ONS para esses dois meses se deve também ao fato de que alguns reservatórios de hidrelétricos na região Sudeste estão baixos. E a partir de agora, não se espera muitas chuvas, por causa do inverno. Mas, a partir de agosto, a temperatura já começa a esquentar novamente. O secretário de Energia do Estado, Mauro Arce, acha muito bom o plano da ONS, de racionalizar o uso da energia no horário de ponta . Fonte: Agência Estado (Milton F. da Rocha Filho)

Quadro energético é mais complexo, diz Ermírio

RIO, 2 – O quadro do abastecimento energético no país não é tão simples como o governo está fazendo parecer, disse na sexta-feira o empresário do Grupo Votorantim Antonio Ermírio de Moraes. "O quadro não é tão simplório como o governo faz parecer. Existe realmente uma ameaça (de racionamento) que não é de hoje”, disse Ermírio de Moraes à repórteres, depois de participar de um seminário no Rio de Janeiro. Ele disse que, com a volta do crescimento da economia brasileira, o consumo de energia está acima das expectativas e registrou um aumento superior a 5 por cento nos quatro primeiros meses do ano em relação a igual período de 1999. Por outro lado, o empresário lembrou que o programa de termelétricas, que vem sendo anunciado pelo governo, está atrasado e que dificilmente será implantado no prazo previsto. "Tem muita conversa, mas encomenda mesmo não tem. As indefiniçóes em relação ao preço do gás impedem os investimentos”, disse. Para ele, a indefinição do preço do gás e seu prazo de vigência impedem que os empresários tomem decisóes mais agressivas para realizar os projetos de termelétricas. "O presidente Ferando Henrique é quem tinha que definir quanto vai custar e quanto tempo vai permanecer (o preço do gás), se não, ninguém vai investir”, disse o empresário. Ele disse que o Grupo Votorantim está se preparando para um possível racionamento de energia no ano que vem , tentando economizar o máximo possível. O Grupo Votorantim é um dos maiores consumidores de energia do país com 8 bilhóes de quilowatts por ano. "Se São Pedro não for brasileiro nós vamos passar mal”, disse ele, lembrando que 95 por cento do sistema energético brasileiro é baseado na energia proveniente de hidrelétrica. Fonte: Zona Financeira

Firjan diz que faltará energia em 2001

RIO, 2 – O Brasil enfrentará desabastecimento de energia em 2001.


Este o cenário traçado pelo Conselho de Energia da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), dado o crescimento de 4% esperado para a economia nacional e a expansão de 6% no consumo de eletricidade. A entidade acredita que este ano o País superará a crise "de raspão" e, mesmo entre 2002 e 2004, o setor trabalhará no limite. O sistema elétrico, nas previsões mais otimistas, deverá adicionar em 2001 apenas 1,5 mil megawatts à capacidade instalada atual, de 60 mil MW, contando com a antecipação da construção de termelétricas e a entrada em funcionamento da usina nuclear Angra 2. Mas a recuperação econômica vai gerar uma demanda adicional de seis mil megawatts. Isso provocará utilização excessiva das reservas energéticas, atualmente 43% abaixo do nível ideal para situações de emergência. A Firjan está recomendando às indústrias associadas que desenvolvam alguma forma de suprimento próprio de energia . Fonte: Agência O Globo

Empresas rejeitam restrições no setor elétrico

BRASÍLIA, 5 – O mercado de energia elétrica tenta evitar que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirme a imposição de restrições destinadas a impedir a concentração econômica no setor. Os limites já existem há dois anos, mas agora a Aneel está atualizando a Resolução 094, de 1998, em conseqüência da entrada dos agentes de comercialização. Entretanto, numa audiência pública realizada na última sexta-feira, representantes de várias empresas deixaram claro que querem o mínimo de controle ou, de preferência, nenhum.


Principal alvo da nova resolução, a Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel) reagiu da forma já esperada. O diretor da entidade, Régis Vieira Martins, disse diplomaticamente que os comercializadores concordam com os limites de participação no mercado, mas querem tratamento isonômico em relação aos demais segmentos do setor elétrico. E aproveitou para considerar ‘mais prioritária’ a desverticalização efetiva do setor e não a fixação de limites para os comercializadores. Luiz Maurer, da área de Assuntos Regulatórios da Enron, foi objetivo. Disse simplesmente que não existe lógica econômica para que a Aneel imponha limites de participação no mercado, salientando que a hiper-regulação é ‘desnecessária’ e ‘danosa’. Conforme lembrou, o Projeto Re-Seb (que alterou o modelo do setor elétrico) não previa medidas concorrenciais, por exemplo, no segmento da comercialização.


Na mesma linha de raciocínio, Silvia Maria Calou, da Eletropaulo Metropolitana, sugeriu que a Aneel não adote controles prévios da estrutura de capital, enquanto Paulo Henrique Siqueira Born, da Duke Energy (Geração Paranapanema), disse que a principal preocupação do governo deveria ser a desverticalização, inclusive com a adoção de um calendário específico para a área de transmissão. Essa também foi a opinião de Laércio Dias, da Gerasul. Coube ao vice-presidente da Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê, Demóstenes Barbosa da Silva, formular um argumento cartesiano, que, durante o período da sessão, não foi contestado pelos diretores da Aneel. O representante da Tietê alegou que a agência baseia-se no princípio (na sua opinião equivocado) que estaria ocorrendo um ingresso contínuo de investidores estrangeiros no setor elétrico brasileiro. A proposta da Aneel, segundo a sua avaliação, representa um ‘risco potencial’ de tornar inviável o programa emergencial das térmicas, constituindo uma ‘incongruência’ entre os objetivos da política energética (traçada pelo Ministério de Minas e Energia), que pretende aumentar a geração elétrica através das térmicas, e o trabalho da Aneel, que deseja impor limites à operação das empresas. No seu raciocínio, o programa térmico (de 15 mil megawatts, podendo chegar a 17 mil) corresponde a algo em torno de 40% do parque gerador atual. O diretor da Aneel Luciano Pacheco Santos afirmou que o órgão regulador não pode prescindir da adoção de limites na participação do mercado, para evitar que grande parte da energia brasileira seja controlada por uma única empresa. Fonte: Gazeta Mercantil (Maurício Corrêa)

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