Apesar das declarações otimistas das autoridades do setor, a situação é grave. A crise está apenas diminuída com a volta do período chuvoso. Temos dito….
Apagão III
Apagão durante a madrugada no Rio atingiu mais de 20 subestações da Light
Ana Claudia Costa
RIO, 14 (Globo On Line) – O apagão que atingiu a cidade na madrugada devido a um problema no sistema interligado das usinas de Angra 2 e Itaipu atingiu seis grandes subestações da Light. Segundo a Light, ficaram sem energia no período de 00h34 até 1h09 o Porto de Sepetiba, a subestação de Lameirão, responsável pelo abastecimento de energia para Cedae, a subestação que abastece a Supervia, a cervejaria Brahma, na Zona Oeste, o Porto de Granéis e a Nuclep. Além dos grandes clientes da empresa outras 20 subestações da Ligth foram atingidas pelo apagão, fazendo com que bairros de toda a Zona Oeste, parte da Zona Norte, Leopoldina e alguns trechos da Baixada Fluminense ficassem sem luz.
Três municípios também foram afetados pelo apagão provocado por uma pane no sistema integrado por Itaipu e Angra 2. Segundo a Light ficaram sem luz os municípios de Três Rios, Barra do Piraí e Volta Redonda.
Furnas Centrais Elétricas informou, há pouco, segundo a Rádio CBN, que o desligamento de cinco máquinas geradoras de energia na estação de Itaipu foi a causa do terceiro apagão que atingiu o Rio. Segundo Furnas, além do Rio, o blecaute atingiu parte do Espírito Santo, Goiás, Tocantins e Distrito Federal.
Apagão Verão II
RIO, 13 (Globo On Line) – O apagão provocado por uma pane na subestação Frei Caneca da Light ocasionou problemas em três subestações do Metrô. Toda a linha 2 ficou paralisada e o trecho da Linha 1 entre as estações do Estácio e Flamengo também ficou parado por 11 minutos. Os trens conseguiram chegar às estações e ninguém ficou preso nos vagões. O tráfego no Metrô nesse momento já está normalizado.
Segundo a Light, o apagão durou 11 minutos e atingiu todo o Centro e bairros da Zona Sul, de Botafogo à Glória.
Pessos ficaram presas nos elevadores de vários prédios do Centro, segundo o Corpo de Bombeiros. O setor administrativo do Hospital Souza Aguiar ficou sem luz mas o resto da unidade funcionou com gerador.
Algumas lojas na Rua Sete de Setembro no Centro do Rio baixaram as portas durante alguns porque houve medo de arrastão. Quem estava dentro das lojas, cheias devido ao período de compras de Natal, não pôde sair. Filas se formaram do lado de fora das lojas. O movimento voltou ao normal após o restabelecimento da energia.
Novo apagão atinge oito bairros
O segundo blecaute em menos de 24 horas foi provocado por um problema na subestação da Light, na Frei Caneca
CRISTIANE DE CÁSSIA E LUCIANA CABRAL
Um dia depois do blecaute que atingiu 63 dos 92 municípios do Rio, a cidade voltou a ficar sem luz. Desta vez, o apagão durou 12 minutos. O apagão atingiu o Centro da cidade e os bairros do Flamengo, Glória, Catete, Santa Teresa, Largo do Machado, Laranjeiras e parte de Botafogo entre 13h40 às 13h52. ”O blecaute foi provocado por um desarme acidental na subestação da Rua Frei Caneca, no Centro”, explicou José Márcio Ribeiro, assistente-executivo de Operações da Light, sem dizer o que causou o acidente. Para o vice-diretor da Coppe, Luiz Pinguelli, o fato pode ser um sinal de instabilidade no sistema. ”Há algo no ar além dos aviões de carreira, pode ser um aviso do caos”, alertou.
Por coincidência ou não, na terça-feira, durante o apagão provocado por Angra II, outra subestação da Light, a de Baependi, teve um problema técnico que deixou parte da Zona Sul sem energia por três minutos. A Light informou que não houve sobrecarga no sistema em ambos os casos e que os blecautes não tiveram relação com o caso de Angra. Segundo a empresa, a subestação da Frei Caneca está em obras há dois anos e o que causou o blecaute foi o desligamento da barra de 138 mil volts, responsável pela distribuição de energia para sete subestações, que abastecem o Centro e Zona Sul.
De acordo com a Light, ainda que não há um planejamento específico para o verão como forma de evitar os blecautes, que o sistema prevê o aumento de consumo para esta época do ano e está preparada para atender todas as estações do ano.
Transtornos – Para o carioca, mais uma vez o blecaute trouxe transtornos para o trânsito, que ficou complicado nos bairros afetados pela queda de energia. Vários sinais de trânsito pararam de funcionar, mas nenhum acidente foi registrado. De acordo com a Central de Operações do Corpo de Bombeiros, também não houve qualquer chamado de emergência, como resgates em elevadores.
No Largo do Machado, na Zona Sul, pelo menos uma loja teve que suspender o atendimento na hora do almoço. ”A loja estava cheia. E não tínhamos como preparar os sanduíches, já que as chapas só funcionam com energia elétrica. A máquina de refrigerante e de sorvete também parou de funcionar. Mas, felizmente, não houve tumulto”, contou o gerente Christiano Teodoro Silva.
No Centro, donos de restaurantes reclamavam dos prejuízos causados pelo apagão de 12 minutos. ”Quando passamos por falta de energia, não é apenas a falta de luz que nos preocupa. O exaustor deixa de funcionar e a fumaça invade o restaurante, além do risco da comida estragar. Vários clientes saíram do restaurante e ainda não sabemos se os equipamentos vão apresentar defeitos”, lamentou Darcílio Junqueira, responsável por um restaurante na Rua da Alfândega.
Para quem trabalha em escritório, o problema foi outro. ”Perdi todas as planilhas que estava fazendo no computador”, disse Cíntia Figueiredo, administradora. Quem precisava da linha 2 do metrô teve que esperar porque do Estácio à Pavuna as viagens foram suspensas. Na linha 1, do Estácio a Copacabana, as estações também ficaram sem energia e as composições circularam em baixa velocidade. Segundo a assessoria da concessionária Opportrans, que administra o Metrô, ninguém ficou preso nos trens e não houve a necessidade de evacuar as estações.
A Cedae informou que a Elevatória do Lameirão, responsável pelo bombeamento de 80% da água produzida na Estação de Tratamento do Guandu, que na terça-feira teve o funcionamento suspenso por duas horas, não foi afetada com o apagão de ontem. De acordo com a empresa, todo o sistema foi recuperado e o abastecimento de água, normalizado. (JB 14/12/2000)
O sistema está vulnerável”
Enquanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) garante que os procedimentos adotados por Furnas Centrais Elétricas durante o apagão de terça-feira foram corretos, o vice-diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, alerta para um ”caos” no fornecimento de energia no país. ”O sistema está vulnerável, se funcionasse do jeito que sempre foi seria automático a recomposição da carga. Não é normal que, por causa de um sistema em teste, aconteça tanto transtorno”, disse Pinguelli, se referindo ao blecaute em 63 dos 92 municípios do Rio. O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, não foi localizado por sua assessoria para comentar as declarações.
Segundo Pinguelli, são comuns falhas no sistema, mas não é ”aceitável” que Furnas demore 1h20 para recuperar as cargas perdidas com o desligamento da usina nuclear Angra II – provocado por um defeito em uma das bombas de refrigeração. ”Se fosse uma linha de transmissão derrubada por tempestade, justificaria a demora em encontrar a solução. Mas não um problema interno”, afirmou Pinguelli, que levou ao Ministério das Minas e Energia um relatório mostrando que há um déficit de 15% na geração de eletricidade no país – que até pouco tempo era de 5%. O ministério ainda não se pronunciou sobre o documento .
O ONS, que coordena as operações de geração e transmissão de energia elétrica da rede básica do Sistema Interligado Nacional, informou, através de nota oficial, que ”atuou no sentido de agilizar a recomposição de cargas”. Para Pinguelli, isso indica que não tinha energia disponível no momento do acidente e por isso foi preciso desligar três subestações de Furnas – Adrianópolis, Imbariê e São José – até que fossem localizadas novas fontes de eletricidade. ”Como não houve uma política de expansão e o Brasil cresce demográfica e industrialmente, estamos operando sem reservas e em risco de sofrer blecautes”, afirmou Pinguelli.
De acordo com o vice-diretor da Coppe, desde 1978, quando terminou o governo do presidente Ernesto Geisel, os investimentos em energia elétrica deixaram de ser prioritários para o país. ”Não ampliamos o que tínhamos, fizemos apenas algumas pequenas obras ou terminamos outras, como Angra II, que só ficou pronta após 25 anos”, explicou Pinguelli. Com a aproximação do verão, segundo ele, os riscos de novos incidentes como os que aconteceram nas subestações da Light ou a dificuldade de Furnas em reestabeler o fornecimento serão acentuados. (JB – 14/12/2000)
APAGÃO VERÃO I
Apagão deixa 63 cidades sem energia
Pane começou na usina nuclear de Angra II. Queda de cabos na linha de transmissão das subestações piorou o problema
LUCIANA CABRAL E GABRIELA LEAL*
RIO E BRASÍLIA – O estado do Rio de Janeiro foi atingido, ontem, por uma suspensão do fornecimento de energia elétrica que durou 1h20 e deixou 63 dos 92 municípios do Rio sem abastecimento. As zonas Norte e Oeste da capital também sofreram conseqüências, assim como parte de todas as cidades da Baixada Fluminense. A causa do apagão, segundo a Eletronuclear, foi um problema em uma bomba de resfriamento da usina nuclear Angra II, por volta das 11h40, quando o sistema foi automaticamente desligado e Furnas Centrais Elétricas adotou medidas emergenciais. Somente às 15h o fornecimento de energia foi normalizado.
Agências bancárias em pane, hospitais funcionando com geradores, ventiladores parados em um calor que beirava os 40 graus e pessoas presas em elevadores. O estado mais uma vez se viu diante do risco de entrar em colapso energético. A Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro (Cerj), responsável pelo abastecimento de 66 cidades fluminenses só continuou fornecendo energia para cinco municípios: Porto Real, Resende, Parati, Angra dos Reis e Mangaratiba. Os outros passaram o início da tarde sem energia. A Light, fornecedora de energia para 30 municípios, teve problemas graves em Duque de Caxias e Três Rios e suspensões parciais em sete cidades.
De acordo com a Central de Operações de Furnas, desde às 11h10 começaram a aparecer os sinais do problema na bomba de refrigeração do circuito secundário de Angra II, que fornece 1.350 megawatts ao estado. A Eletronuclear informou que a usina foi desligada automaticamente às 11h40, quando foi detectado um aquecimento do sistema. Mesmo assim o reator não parou de funcionar. Apesar de várias tentativas técnicas, até às 20h30 o sistema não pôde ser novamente sincronizado para a produção de eletricidade.
Assim que acusou o corte no fornecimento, para não sobrecarregar o sistema, um mecanismo automático em Furnas desativou as subestações de Adrianópolis, São José e Imbariê, que atendem a regiões menos populosas. A intenção era diminuir a demanda enquanto era solicitado o fornecimento de energia de outras usinas do sistema interligado brasileiro, como a de Itaipu. Operadas pela Cerj, Baixada Litorânea, Região dos Lagos, Região Serrana e Niterói ficaram sem luz. Às 13h, Furnas conseguiu regularizar o abastecimento, mas a queda de cabos entre as subestações atrapalhou e Maricá, Itaboraí, Cachoeira de Macacu, Tanguá e Rio Bonito só voltaram a ter energia às 15h.
A Light teve 11 subestações afetadas, interrompendo o abastecimento das 11h10 às 11h53 em parte da Baixada Fluminense e das Zonas Norte e Oeste. Entre 12h28 e 12h50 o desligamento da subestação São José, localizada na Baixada Fluminense e operada por Furnas, afetou nove subestações da Light e interrompeu o fornecimento em Duque de Caxias e Três Rios, parte da Zona Norte do Rio, Ilha do Governador, Paquetá e Ilha do Fundão, as três últimas localidades com interrupção total. As rápidas quedas de energia na Zona Sul não tiveram relação com Angra II, segundo a Light, que informou que houve um erro de manobra na estação de Baependi coincidentemente no mesmo horário.
*Colaboraram Lea Agostinho e Marisaura Amado
Aneel espera 15 dias por relatórioBRASÍLIA – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai exigir relatórios técnicos das empresas envolvidas no desligamento que atingiu, ontem, 61 municípios atendidos pela Cerj e duas cidades da área da Light – outros sete municípios foram atingidos parcialmente. A agência também quer explicações da Eletrobrás Termonuclear S/A em relação às causas da paralisação da Usina Termonuclear de Angra II, ocorrida por volta das 11h50 de ontem. As empresas têm 15 dias para enviar os relatórios à Aneel. O presidente do Operador Nacional do Sistema (ONS), Mário Santos, informou ontem que ocorreram no Estado três problemas aparentemente independentes.
Em nota distribuída à imprensa, a Aneel informou ainda que os consumidores que tenham tido prejuízos causados pela interrupção de energia devem procurar as distribuidoras da região (Light e Cerj) para solicitar o ressarcimento por danos em equipamentos eletroeletrônicos.
O primeiro problema de abastecimento do Rio, informou Mário Santos, foi o desligamento de Angra II. O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, disse que a usina ficou sem funcionar de 11h50 às 15h e deveria voltar a plena carga até às 20h de ontem. Segundo ele, a usina estava operando com a capacidade de 1.360 Megawatts, mas o funcionamento foi interrompido por causa de problemas em uma bomba de resfriamento do gerador. A usina, explicou, está funcionando mesmo sem a licença definitiva, fazendo testes concluídos na segunda-feira à noite.
O segundo problema, informou Santos, foi com duas importantes subestações do Estado, a de São José e a de Adrianópolis, a principal do Rio. ” Com os problemas nas duas subestações, cerca de 1,1 MW, ou 20% do mercado, deixaram de ser transmitidos. O problema durou meia hora. As linhas apresentaram defeitos às 12h26, afirmou Mário Santos. O terceiro problema foi causado pela queda de cabos de linhas de transmissão de Furnas, na subestação de Magé.
A Aneel quer saber se os três problemas estão interligados. O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, informou que a energia de Angra II estava sendo integrada ao sistema por causa da fase de teste. Para Firmino Sampaio, a Aneel não deverá aplicar punição à usina, porque o problema foi gerado por falha em equipamentos.
Falta de entrosamento
Para explicar a demora na volta do abastecimento de energia, Furnas e Cerj deram informações desencontradas sobre de quem era a responsabilidade. De acordo com Furnas, desde 13h o problema foi resolvido e teve início a religação das subestações. No entanto, apenas às 15h10 tudo voltou ao normal. A geradora, através de sua assessoria, revelou que a Cerj acusou problemas em sua subestação em Magé e pediu que Furnas não ligasse a estação de fornecimento de Rocha Leão.
A Cerj nega essa informação e disse que a culpa foi de Furnas, que só voltou a fornecer energia às 14h15 para a subestação de Magé, por causa da queda de um cabo da geradora na linha de transmissão Adrianópolis-Magé e São José-Magé. Furnas, no entanto, diz que este cabo de 138 kV pertence à Cerj e assumiu apenas a responsabilidade pelo rompimento de um outro cabo pára-raio que também caíra na mesma linha de transmissão.
Um comunicado oficial do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informa que o Esquema de Controle de Emergência da Área Rio agiu corretamente ao preservar cargas com o desligamento de subestações e diz que os cabos que apresentaram problemas pertencem a Furnas.
Colaboraram Júlia Duque Estrada, Léa Agostinho e Marisaura Amado
Um dia de caos em NiteróiNiterói viveu um dia de caos com a falta de energia por mais de quatro horas. A pane trouxe transtornos aos motoristas que tiveram de utilizar as principais vias do centro. Os sinais de trânsito ficaram apagados, sendo necessária a presença de policiais militares para controlar o engarrafamento. Os pontos de maiores retenções foram registrados na Avenida Amaral Peixoto, Ruas da Conceição, Jansey de Mello e Feliciano Sodré, além de toda a orla de Icaraí. Foram registradas pequenas colisões.
Vários estabelecimentos comerciais tiveram que fechar as portas. Foi o caso do McDonalds, no centro de Niterói, que teve três bobinas queimadas e foi obrigado a interromper o atendimento na hora do almoço. Alguns bancos também pararam de funcionar durante o apagão.
Consulta- A dona de casa Lygia de Oliveira, 80 anos, que sofre de hidrocefalia, não pode ir ao médico. Ela teria que descer 14 andares do prédio onde mora na Rua Otávio Carneiro, em Icaraí e ainda subir 17 andares do consultório no mesmo bairro, no Shopping Icaraí. ”Tive que remarcar o neurologista para sexta-feira. O problema é que a medicação deste mês já venceu. Não podia ter perdido essa consulta”, lamentou.
Já o prejuízo do gerente Murilo Gonçalves, do açougue Gaúcha Carnes, em Icaraí, foi financeiro. Dez lâmpadas fluorescentes do açougue queimaram e tiveram que ser substituídas. ”Gastei mais de R$ 60 com as lâmpadas novas. A minha sorte é que o frigorífico tem capacidade de conservar a carne por mais de três horas”, contou.
Depois do restabelecimento da energia, 90 operadores e agentes de trânsito da Prefeitura foram deslocados para as principais ruas de Niterói. Eles ficaram de prontidão nos cruzamentos com o objetivo de evitar novos transtornos caso houvesse uma nova queda de energia.
Em São Gonçalo, houve duas quedas de energia. A primeira, que durou quinze minutos, ocorreu por volta das 11h45. A segunda foi por volta das 13 horas e durou cinco minutos.
Na Baixada Fluminense, os moradores também sofreram com a falta de luz, que atingiu, principalmente, as ruas Parque Duque e Vinte e Cinco de Agosto, em Duque de Caxias, e Vilar dos Teles, em São João de Meriti.
Cedae pára por duas horasA falta de energia elétrica que atingiu vários pontos do Rio na tarde de ontem, também comprometeu o abastecimento de água da cidade. De acordo com informações da Cedae, a Elevatória do Lameirão, responsável pelo bombeamento de 80% da água produzida pela Estação de Tratamento do Guandu, teve o seu funcionamento suspenso por cerca de duas horas.
Em decorrência da interrupção no fornecimento de energia elétrica, o abastecimento ficou prejudicado em todo o município do Rio de Janeiro, com exceção da Zona Oeste e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Bairros localizados em pontos de elevação, como Santa Teresa e parte da Tijuca, e em finais de rede, como Urca e Leme, foram os mais prejudicados. A previsão da Cedae é que o abastecimento seja normalizado hoje.
As 22 unidades da rede estadual, entre hospitais, postos de saúde e institutos não foram prejudicados com a falta de energia. De acordo com o superintendente da secretaria estadual de Saúde, Oscar Berro, não houve risco para os pacientes, já que geradores foram acionados. Os bombeiros receberam várias chamadas para salvamento de pessoas que ficaram presas nos elevadores. Só em Niterói foram registradas cinco chamadas seguidas.