As tarifas de energia elétrica no Brasil retomam lentamente seu 1º lugar entre as mais altas do mundo. Capitalismo tupiniquim é isso: Risco zero, regulação frouxa. Arriscado mesmo é ser brasileiro …



As tarifas de energia elétrica no Brasil retomam lentamente seu 1º lugar entre as mais altas do mundo. Capitalismo tupiniquim é isso: Risco zero, regulação frouxa. Arriscado mesmo é ser brasileiro….

Globo 08/06/99

Tarifas de energia da Light sobem hoje 1,97% e as da Cerj, 1,95%

BRASÍLIA. As tarifas de energia elétrica estão em média 1,5% mais caras a partir de hoje. Esta é a segunda parcela do aumento escalonado autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) dia 10 de junho para todas as distribuidoras. No Rio, as tarifas da Light serão reajustadas em 1,94%, e as da Cerj em 1,95%.


No caso da Light, o aumento anterior (3,01%) ocorreu em novembro e foi inferior ao Indice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) dos 12 meses anteriores. A Cerj foi autorizada a reajustar as tarifas em 2,76% em janeiro, conforme previsto no contrato de concessão.


A concessão do reajuste fora do prazo normal teve como principal justificativa cobrir o aumento de custos com a variação cambial de janeiro. As empresas que compram energia de Itaipu tiveram autorização da Aneel para aplicar aumentos, que variam de acordo com o impacto de despesas em dólar na compra de energia nas planilhas de custo.


Também foram considerados o recolhimento pelas concessionárias para o fundo Reserva Geral de Reversão e a Conta de Consumo de Combustíveis, além do Mercado Atacadista de Energia (MAE).


O Ministério da Fazenda também publica hoje portaria autorizando o Ministério dos Transportes a conceder o aumento das tarifas de ônibus interestaduais e internacionais. O reajuste deve ser de 15%, mas o percentual só será divulgado oficialmente quando for publicada outra portaria do ministro dos transportes, Eliseu Padilha. O aumento vai valer para as empresas em todo o país e deve entrar em vigor até o fim da próxima semana.


No mês passado, a Associação Brasileira das Empresas de Transportes Rodoviários (Abrati) entregou à Secretaria de Transportes um pedido para um aumento de 17,5%. A principal justificativa para este pedido foi o aumento do preço dos combustívies.

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