Estudo defende fim da assinatura de telefone![]()
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, vai apresentar um relatório ao presidente Lula na reunião ministerial de amanhã no qual defende a suspensão da cobrança de assinatura na conta dos telefones fixos. O principal argumento do ministro é o custo social da tarifa. Segundo ele, os pobres estão pagando a conta de telefone dos ricos, pois, de acordo com seus cálculos, uma pessoa de renda mais baixa paga cerca de R$ 0,56 por minuto, enquanto os que ganham mais pagam cerca de R$ 0,16.
— Quando se faz uma assinatura básica, que custa R$ 40 em Minas e R$ 78 em São Paulo, nela vêm embutidos cem pulsos ou 400 minutos. Mas, como as pessoas da classe média ou aquelas que ganham um salário, um salário e meio, usam apenas 30% desses pulsos, quando ele faz um telefonema está pagando pelo minuto aproximadamente R$ 0,56. Quem usa 600 minutos por mês, ou seja, os 400 mais 200, acaba pagando R$ 0,16. É uma injustiça — disse Costa.
O ministro lembrou que em 1997, antes da privatização das teles, a assinatura básica custava o equivalente a U$ 3. Atualmente, segundo ele, o preço disparou para cerca de U$ 18 e o número de telefones fixos continua o mesmo.
— Os preços estão subindo acima da inflação. Em todos os países do mundo, eles foram caindo. No Brasil, substituímos o telefone fixo pelo pré-pago, o que tem aumentado muito o lucro das telefônicas celulares. Nossa idéia é que as empresas entendessem o que estamos propondo. Que os 20 milhões de telefones sejam instalados nas casas das pessoas que não podem arcar R$ 40, mas podem pagar pelos pulsos que utilizam — disse Costa.
O ministro afirmou ainda que vai se reunir na quinta-feira da próxima semana com representantes das empresas para discutir o assunto.
Cláudia Lamego O Globo