Assistam ao vivo o MAE funcionando!…. mal…
Mercado de energia é desconhecido do empresariado de SP
SÃO PAULO, 24 – O mercado de energia ainda é desconhecido pelo empresariado paulista. É o que indica pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Instituto Vox Populi, junto a 402 empresários paulistas no final do mês passado. Pelo levantamento, 49% dos entrevistados disseram ter pouco conhecimento sobre as mudanças que estão ocorrendo no setor. Já 16% disseram não conhecer a questão, 32% acompanham o assunto razoavelmente e 3% sabem muito sobre o tema. Para o presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, que divulgou os números há pouco, a energia "precisa ser melhor trabalhada pela federação junto aos seus associados". Entre os 16% que não conhecem o assunto, 26% são microempresários e 6% são grandes empresários. "Isso é um problema grave, uma vez que a energia é um dos gargalos da infra-estrutura das indústrias", disse Piva. Dentro do mesmo levantamento, 64% afirmaram não ter qualquer programa para o melhor aproveitamento da energia elétrica na sua indústria. Deste total, 57% têm interesse de adotar um programa, 42% não têm interesse e 1% não sabem. Dos entrevistados, 36%responderam que têm bom aproveitamento. "Precisamos disseminar mais informações sobre a energia. É um campo fértil e que precisa ser melhor explorado", avaliou Piva. Fonte: Gazeta Mercantil (Patrícia Queiroz/LM)
Preços no Sul são mais baixosSÃO PAULO, 25 – O sistema de formação de preços vigentes no Mercado Atacadista de Energia (MAE) passam por um batismo de fogo, pouco mais de um mês após ter sido implantado. Alguns participantes questionam o fato de o MWh (megawatt/hora) produzido no Sul do País estar sendo negociado por valores quase R$ 97 inferiores ao do MWh do Sudeste e Centro-Oeste. De acordo com a tabela válida para outubro, divulgada pela Asmae (prestadora de serviços do MAE) os preços são de R$ 99,71 para o Sudeste e Centro-Oeste e de R$ 3,00 para o Sul, na maior parte do dia. A exceção ficaria no período chamado de carga média, quando o preço do MWh do Sul sobe para R$ 27,45. Do ponto de vista técnico, dois fatores explicam a tendência dos preços menores na região: o período chuvoso, que aumenta o volume de água nos reservatórios das hidrelétricas, e a insuficiência das linhas de transmissão que ligam o Sul ao Sudeste.
Esse quadro aumenta a oferta local de eletricidade, mas impede a exportação dos excedentes. Já do ponto de vista do mercado, a grande diferença dos preços seria resultante de dois fatores. Um deles é a acentuada sensibilidade da fórmula às variações nas condições técnicas da operação do sistema elétrico – e cujas variáveis, como previsões hidrológicas, despacho de usinas e condições da transmissão, são fornecidas pelo Operados Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Outra questão, mais pontual, seria a forma como as restrições da transmissão foram incorporadas aos cálculos para outubro. A princípio, a única limitação para a exportação da energia do Sul para o Sudeste seria a subestação de Ivaiporã, no Paraná.
O que se diz é que, em outubro, a fórmula incorporou, como restrição de transmissão, a linha de transmissão de Furnas (750 quilovolts), que está sendo integralmente ocupada pelo transporte da energia produzida por Itaipu. A energia de Itaipu, pelas regras do mercado, é atribuída a todo o sistema e não apenas da região Sul, onde a hidrelétrica está localizada. Procurada por este jornal, a Asmae (administradora de serviços do MAE) não se manifestou sobre o tema. Mas o que se sabe é que, ontem, a empresa comunicou formalmente aos agentes do mercado que a contabilização dos negócios referentes a outubro, inicialmente prevista para 15 de novembro, não será realizada até que essas pendências estejam solucionadas. Nas próximas semanas, o assunto deverá ser analisado pelo Comitê Executivo (Coex) do MAE. A próxima reunião do Coex está prevista para amanhã, mas será difícil que o tema entre na pauta, já integralmente tomada pela avaliação da proposta feita pela Eletrobrás para liquidação da dívida superior a R$ 500 milhões. Fonte: Gazeta Mercantil (Maria Angela Jabur)
Uma demonstração!
Na Inglaterra só os grandes consumidores entram na conpetição do Mercado Spot. Os consumidores residenciais não têm idéia do que ocorre. Na Califórnia o Spot quase provocou uma revolução. Veja Matéria.
Mas a cabeça dos Chicago Boys que comandam nosso govêrno acha que a população brasileira são como Nagi Nahas. Jogadores espertos e atentos às cotações das bolsas. Meu Deus!
Além disso o que está acontecendo no MAE demonstra, na prática, a total falta de planejamento a que foi submetido o setor e, principalmente, o maior erro técnico da aplicação desse sistema no Brasil: O tatamento da trasmissão como negócio separado da geração!
Aí está! O caso das diferenças de preço entre as regiões Sul e Sudeste é uma demontraçào real dos problemas do modelo técnico que querem implantar "a forceps" no Brasil.
Porque o preço da energia no sul despencou para R$ 3,00? Porque lá os reservatórios estão cheios, sobra água, verte-se. Porque não se exporta energia para o Sudeste que está com os reservatórios vazios e que estaria "pagando" R$ 99? Porque há restrições de trasmissão. Se não houvesse essa restrição essa água vertida no Sul estaria sendo guardada no sudeste. Agua guardada é energia futura. Veja uma explicação detalhada.
Aí está um exemplo real de que transmissão no Brasil "gera" energia! A melhor obra para aliviar a questão do abastecimento no Sudeste é seguramente um obra de reforço do link de transmissão Sul Sudeste. Não é uma obra de geração!! Entretanto, com o sistema de remuneração implantado pelos sábios do governo, a transmissão não tem direito a um tostão dessa riqueza, criada a partir da simples melhora da gestão de recursos hídricos proporcionada pela transmissão e que só ocorre no Brasil!
E tem mais! Um país tropical tem variações incríveis nas afluencias de seus rios e, portanto, "spot prices" energéticos vão sempre oscilar na mesma proporção. Quem vai tomar alguma decisão de investimento com essa volatilidade? Não há garantias de que o preço no Sul continuará baixo.
Infelizmente parece que o Brasil vai perder as imensas vantagens comparativas de sua energia advinda de sua geografia e que exigiam de sua elite pensante muita criatividade. Infelizmente os "chicago boys" só sabem copiar!