Barra Grande: multa pode ser reduzida

Multa de empresa que fraudou dados da usina Barra Grande pode ser reduzida


Na última terça-feira (30), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reconheceu falhas no licenciamento ambiental da construção da usina de Barra Grande. Entidades ambientalistas e movimentos sociais denunciaram, desde o início do projeto, que a multinacional Engevix fraudou os resultados do Estudo de Impacto Ambiental.
No documento, a empresa teria omitido grande parte das perdas sociais e ambientais do local a ser inundado para a implementação da usina. O representante do Ibama na reunião ainda afirmou que a multa de dez milhões de reais imposta à Engevix poderá ser reduzida. A medida seria uma compensação à empresa pelas supostas falhas cometidas no estudo e que o Ibama não constatou. Para Gilberto Cerminski, da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a redução da multa é mais um erro cometido pelo Ibama.
“Nós sabemos também que o Ibama têm culpa disso. Só que a pressão da redução da multa é equivocada. Acompanhamos uma reunião de comissão na Câmara dos Deputados, com representantes da Engemix e do dono da barragem, e vimos a pressão a pressão que tem para não serem multados. Sendo assim, o Ibama deveria manter-se firme e não reduzir a multa porque não há motivo para diminui-la. Muito pelo contrário, deveria aumentá-las”, defendeu.
A Usina de Barra Grande foi construída em julho desse ano, deixando mais de duas mil e quinhentas famílias desalojadas e inundando florestas de mata nativa na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A energia dessa usina será destinada à produção de alumínio para importação aos Estados Unidos.
(Porto Alegre, da Agência Notícias do Planalto, Raquel Casiraghi)


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