Copiaram direitinho toda a modernidade! Até a falta de energia! Craven Crowell já avisava em 1999. Briga política esconde a total falta de planejamento. Califórnia vive crise de energia SignOn San Di …


Copiaram direitinho toda a modernidade! Até a falta de energia! Craven Crowell já avisava em 1999.


Briga política esconde a total falta de planejamento.


Califórnia vive crise de energia

SignOn San Diego State/The Region — Energy gap foreseen in 1988 report



Estado enfrenta falta de luz porque empresas pararam de construir usinas


ALEX BERENSON DO "THE NEW YORK TIMES"


Quatro anos depois de liderar o país numa campanha abrangente de desregulamentação da indústria elétrica, a Califórnia está à beira da falência de seu fornecimento energético. Ontem, quando uma onda de calor provocou o aumento da demanda de energia em todo o Oeste dos EUA, quase faltou luz no Estado de maior população do país pelo terceiro dia consecutivo. Para diminuir a pressão, empresas de fornecimento receberam ordens de reduzir o fornecimento a grandes usuários comerciais que concordaram em diminuir seu consumo elétrico. Mesmo assim, o Estado quase precisou impor blecautes em trechos consecutivos residenciais e comerciais.


Em todo o país, essa medida foi tomada apenas oito vezes nos últimos 17 anos, normalmente devido a condições climáticas extremas ou panes em usinas elétricas. O que preocupa os executivos e reguladores das empresas de eletricidade californianas é que a crise desta semana surgiu apesar de não ter havido falha alguma nas usinas elétricas ou linhas de transmissão do Estado e de a temperatura ter sido alta, mas sem chegar a níveis excepcionais.


Nos últimos dez anos a demanda por energia elétrica vem aumentando, acompanhando o crescimento da economia da Califórnia. Mas as empresas de eletricidade, temendo não conseguir recuperar custos (devido ao abandono, pelo Estado, da regulamentação que lhes garantia seus lucros), pararam de construir novas usinas. Com isso, avisam, o fornecimento de energia do Estado não está mais conseguindo acompanhar os picos de demanda.


O preço da energia ao atacado vem subindo muito no Estado. Esse fato levou as tarifas a mais do que dobrar em San Diego, onde o preço da energia no varejo hoje acompanha as flutuações do mercado atacadista, suscitando revolta entre consumidores e pedidos para que a indústria elétrica volte a ser regulamentada. Tudo indica que o aumento na construção de usinas elétricas que vem se dando em resposta à alta dos preços no mercado e às projeções de crescimento da demanda vai garantir que o fornecimento e as reservas energéticas comecem a aumentar no próximo ano na maior parte do país.


No início da década de 90, com a desregulamentação cada vez mais próxima e o sul da Califórnia afundado em recessão, as empresas de eletricidade pararam de construir novas usinas. Nenhuma usina nova é erguida no Estado há mais de dez anos. Nos últimos cinco anos a economia da Califórnia vem crescendo muito, num boom liderado pela Internet e as empresas de alta tecnologia, consumidoras vorazes de energia elétrica. A Comissão Energética da Califórnia, agência estadual que licencia novas usinas elétricas e traça previsões quanto à demanda energética no Estado, diz que a Califórnia tem uma margem de reserva de 10% para fazer frente ao pico de demanda previsto para este verão. Mas as usinas e as linhas de transmissão muitas vezes operam abaixo de sua capacidade plena no papel. A consequência disso é que a margem de reserva do Estado já caiu para menos de 5% em meia dúzia de ocasiões nos dias muito quentes deste verão. Às 15h30 da terça-feira ela caiu para apenas 3%. Folha de SP


Ministério de Minas e Energia discorda de decisão da Aneel de comprar 3.000 megawatts da Argentina

País pode cancelar importação de energia


HUMBERTO MEDINA DA SUCURSAL DE BRASÍLIA


A disputa entre o Ministério de Minas e Energia e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) pode cancelar a importação de 3.000 megawatts de energia elétrica da Argentina. A ameaça foi feita pelo ministério à Aneel na última quarta-feira. Há uma discussão entre o ministério e a Aneel sobre a política e o anúncio de importação de energia elétrica. Na semana passada, após a agência anunciar nova autorização para importação da Argentina, o ministério divulgou nota esclarecendo o assunto. O ministério informou que a compra dependeria da instalação de linhas de transmissão e ainda dependia de análise.


Na última quarta-feira, nova nota informou que a autorização dada pela agência era uma condição necessária, mas não suficiente. Informou ainda que, a partir de agora, o assunto poderá vir a ser definido pelo recém-criado Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A Folha apurou que, com isso, há a possibilidade de a decisão da Aneel ser revista. Se isso ocorrer, a medida poderá repercutir negativamente no mercado energético. Especialistas consultados pela Folha entendem que a anulação da decisão da Aneel poderá criar um ambiente de instabilidade jurídica e colocar em risco o MAE (Mercado Atacadista de Energia Elétrica).


A Folha apurou que a briga pública entre o ministro Rodolpho Tourinho (Minas e Energia) e o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, esconde o bastidor da nomeação do próximo diretor da agência e o desejo de empreiteiros nacionais de construírem termoelétricas. A energia importada compete com a que poderia ser gerada por termelétricas construídas no Brasil. Tourinho não foi surpreendido com a última decisão da agência.


A Folha apurou que ele foi avisado com antecedência da medida e chegou a receber representantes da Tradener, empresa autorizada a importar a energia. Embora a política energética tenha sido elaborada pelos dois órgãos, o ministério queria mais rapidez e empenho da agência na implantação de termelétricas. A agência, no entanto, teria uma visão um pouco diferente, dando prioridade para a diversificação das fontes de energia. Pelo que a Folha apurou, o ministro Tourinho tem interesse em substituir o atual presidente da Aneel, José Mário Abdo, pelo presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio. A Folha procurou Tourinho para falar sobre o assunto, mas sua assessoria não retornou os telefonemas. Abdo não quis se manifestar sobre o assunto. Folha de SP


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