NET ESTADO DE S. PAULO 19/06/98 Light quer mudar tarifa popular Controladora da Eletropaulo pretende apresentar proposta à AneelIRANY TEREZARIO – A Eletropaulo Metropolitana, recentemente arrematada em leilão pela Light, v …

NET ESTADO DE S. PAULO 19/06/98

Light quer mudar tarifa popular

Controladora da Eletropaulo pretende apresentar proposta à Aneel

IRANY TEREZA

RIO – A Eletropaulo Metropolitana, recentemente arrematada em leilão

pela Light, vai apresentar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) proposta

de mudança nos critérios de definição de consumidor de baixa renda.

Segundo o presidente da Light, Michel Gaillard, ainda não há prazo

estipulado para o envio do estudo, mas ele insiste na tese de que, diferentemente do

que ocorreu em outros Estados, a distribuidora paulista não fixou bases coerentes

para identificação dos consumidores beneficiados com tarifas subsidiadas.

É provável que a sugestão apresentada à agência siga referências

semelhantes às adotadas no Rio de Janeiro: além de gastar pouca energia, o

consumidor de baixa renda tem de morar em zona de probeza e utilizar a rede

monofásica, que não permita a instalação de eletrodomésticos sofisticados, como os

aparelhos de ar condicionado.

“A tarifa serve para beneficiar quem é pobre, não quem consome pouco”,

diz Gaillard, tornando a lembrar que há, entre os beneficiados, donos de casas de

campo e veraneio, que poucas vezes fazem uso da propriedade.

Gaillard falou ontem, pela primeira vez, sobre o assunto desde a crise com

a direção da Aneel, quando a Lightgás se negou a assinar o contrato de concessão

enquanto não fosse resolvida a questão da tarifa.

Ele evitou, no entanto, acirrar a polêmica: “Não houve nenhuma

dificuldade, apenas um problema de compreensão entre a Metropolitana e a Aneel”,

comentou.

O contrato de concessão entre a Lightpar e a Aneel foi assinado na

segunda-feira, depois de duas semanas de impasse.

Furnas – A Light vai disputar o leilão da produtora de energia da Furnas.

“Temos muito interesse na geração de energia e em especial na Furnas”, confirmou

ontem Michel Gaillard, presidente da empresa e representante da francesa Eletrecité

de France (EDF), que administra a distribuidora, em associação com a CSN,

Houston e AES.

Segundo o executivo da Light, as regras impostas para a venda das

empresas de distribuição de eletricidade não deverão atrapalhar a disputa.

Para evitar formação de cartéis e monopólios, o governo federal vai limitar a

participação de distribuidoras de energia elétrica no controle da produção.

“Estamos muito longe dos limites impostos e temos muito interesse em

desenvolver capacidade própria de geração”, observou o presidente da Light.



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