Hidrelétrica de Sobradinho opera com 19,37% da capacidade
Nível de armazenamento no submercado Nordeste chega a 27,1%, segundo ONS
Da Agência CanalEnergia
A usina de Sobradinho opera com 19,37% da capacidade, segundo dados do boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico referentes à última quinta-feira, 10 de janeiro. O nível de armazenamento no Nordeste chega a 27,1%, mantendo-se estável em relação ao dia anterior. Confira abaixo a situação de cada submercado: Submercado Sul – Os reservatórios têm baixa de 0,5%, alcançando 73,2% do volume acumulado. O índice está 52,5% acima da curva de aversão ao risco. A hidrelétrica de S. Santiago trabalha com 70,46% da capacidade. Submercado Norte – Os reservatórios registram 29,7% do volume acumulado, com baixa de 0,1%. A usina de Tucuruí opera com 23,57% da capacidade armazenada. Submercado Sudeste/Centro-Oeste – Com queda de 0,1%, os reservatórios atingem 44,5% do volume. O índice está 3% acima da curva de aversão ao risco. As usinas de Corumbá 1 e S. Branca trabalham com 39% e 37,96% da capacidade, respectivamente. Submercado Nordeste – O nível de armazenamento chega a 27,1%, mantendo-se estável. O índice está 17,1% acima da curva de aversão ao risco. A hidrelétrica de Sobradinho opera com 19,37% da capacidade. ONS não vê mudanças significativas para reservatórios na semana de 12 a 18 de janeiro O Operador Nacional do Sistema Elétrico divulgou nesta sexta-feira, 11 de janeiro, a segunda revisão do relatório semanal de previsões de vazões do Programa Mensal de Operação. Segundo documento, a semana de 12 a 18 de janeiro não deve ser de alívio para os reservatórios já que as chuvas nas bacias hidrográficas das regiões Sul e Sudeste serão fracas. Com isso, a energia natural afluente dos rios do país ficarão abaixo das expectativas anteriores do Operador. Segundo Paulo Toledo, diretor da Ecom Energia, o mês de janeiro já é o quarto pior do histórico da Média de Longo Termo desde que começou a ser medida há 77 anos. Contudo, ele não considera o mês perdido para a recomposição dos reservatório. “Temos ainda 20 dias para reverter essa situação com a entrada de chuvas”, diz. O executivo não acredita em racionamento, mas as chuvas terão que vir acima da média. A região Sudeste, segundo a revisão do PMO, terá uma ENA de 30.559 MW médios, ou 58% da MLT, na próxima semana. Para o mês de janeiro, a expectativa do ONS é que o valor da ENA fique em 31.570 MW médios, ou seja, 60% da média histórica. Esta quantidade é 32% menor do que previsto incialmente pelo PMO. A situação não é nada animadora no Nordeste, onde a ENA da terceira semana de janeiro ficará em 3.968 MW médios, o equivalente a 28% da MLT. Para o mês, a ENA está prevista para ficar em 5.133 MW médios, 36% da MLT. O número é 31% abaixo da predição anterior. A revisão da terceira semana traz uma ENA de 3.248 MW médios para os rios da região Norte. Já para o mês como um todo, a previsão é de 4.209 MW médios, ou 50% da média histórica. A situação no Sul do país é a mais confortável com uma previsão de que a energia natural afluente fique em 113% da média na próxima semana, chegando a 6.678 MW médios. O valor da ENA para janeiro deve ficar em 116% da MLT ou 6.878 MW médios. A situação dos reservatórios aliada a pouca afluência está pressionando os preços do mercado spot. A energia que atingiu o valor máximo de R$ 569,59/MWh para a semana de 12 a 18 de janeironão deve ceder tão cedo. De acordo com Toledo, a semana seguinte também não deve ver alívio no preço. “Não vejo perspectiva de mudança (no preço). Será necessário chuva abundante, como as trazidas pelas zonas de convergência”, observa. Com isso, o PLD deve fecha o ano com uma média superior ao do ano passado,que ficou emR$ 96,99/MWh. Segundo ele, o cenário de deplecionamento dos reservatórios começou a se desenhar no segundo semestre do ano passado. Toledo conta que o governo está preocupado com a situação do Nordeste, que chegou a ficar abaixo da curva de aversão ao risco. O ONS, na época, determinou a transferência de energia das regiões Sudeste e Norte. “Chegamos em janeiro com os reservatórios do Sudeste deplecionados”, lembra.
O mês de janeiro já é o quarto pior do histórico da Média de Longo Termo desde que começou a ser medida há 77 anos, segundo análise da Ecom Energia
Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia