Pesquisa da Aneel mostra piora no indíce de satisfação do consumidor de energia![]()
A nota dada pelo consumidor aos serviços prestados pelas 64 concessionárias de energia elétrica é uma das piores dos últimos cinco anos. Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Índice de Satisfação do Consumidor (Iasc) de 2005 atingiu a média de 61,38, numa escala de zero a 100. O valor só perdeu para 2004, quando atingiu 58,88 e foi fortemente constestado pelas empresas, que alegaram erros de metodologia.
– Há uma leve evolução para baixo na percepção do consumidor – disse o diretor da Aneel, Jerson Kelman, acrescentando, no entanto, que os indicadores técnicos mostram que a qualidade do serviço melhorou nesse período.
Para ele, um dos fatores que ajuda a explicar a piora no índice de satisfação do consumidor é o custo final da tarifa, encarecido principalmente por encargos e tributos como Pis e Cofins. A vencedora do prêmio foi a concessionária Campanhia Jaguari de Energia (CJE), que obteve nota 77,61 e a pior nota foi para a Companhia Energética de Roraima (CER), que ficou com 44,10.
As distribuidoras do Rio – Light e Ampla – ficaram com 60,39 e 59,54, respectivamente, abaixo da média.
Uma das novidades da pesquisa neste ano é que o índice não será mais usado no cálculo do chamado fator-X (repasse dos ganhos de produtividade para o consumidor) e, portanto, não terá mais impactos no valor da tarifa. Segundo Kelman, no lugar, a Aneel vai criar um índice para medir o atendimento das empresas (o tempo em que o consumidor demora para ser atendido e o número de contas erradas).
O percentual – que será definido por meio de amostragem – deverá começar a funcionar em 2007, já dentro do cronograma de revisão tarifária das concessionárias, feito a cada quatro anos. Esse índice, no entanto, não terá influência sobre o valor da tarifa, mas servirá para ajudar na fiscalização e punir quem ficar abaixo do padrão fixado pela Aneel. Apesar disso, Kelman nega que as mudanças beneficiam as empresas. G.Doca – O Globo