Carvão volta a ter importância na matriz energética do RS
Depois das térmicas a carvão Jacuí I e Candiota III, que em dezembro acertaram a venda de energia durante 15 anos, mais duas usinas desse tipo poderão ser confirmadas no Rio Grande do Sul nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até o fim do ano. Marcada para o dia 29 de junho, a disputa deverá ter a participação da
As quatro usinas têm potência instalada de 1.930 megawatts (MW), o equivalente a 45% da capacidade de geração do Estado. Juntas, elas exigirão investimentos de US$ 2,41 bilhões, com participação de capitais brasileiros, chineses, alemães e americanos para começar a produzir energia entre 2009 e 2012, e elevarão a participação do carvão na matriz energética gaúcha de 11% para cerca de 38%.
As térmicas deverão triplicar a produção do combustível no Rio Grande do Sul, que detém 89,5% das reservas brasileiras de carvão. Hoje, o Estado produz cerca de 4 milhões de toneladas por ano, divididas entre a estatal
Só a CRM deverá aumentar a produção de 2 milhões para cerca de 5,3 milhões de toneladas para atender Candiota III e parte da demanda da CTSul, que também será suprida por uma mina a céu aberto que pertence à própria empresa. Com isso, a companhia, que faturou R$ 91 milhões em 2005, prevê dobrar a receita em quatro anos e investir pelo menos R$ 80 milhões.
A Copelmi, junto com a americana
O projeto mais ambicioso é o da CTSul, com financiamento e suporte para engenharia e montagem da
De acordo com ele, o preço inicial de aquisição de energia térmica, fixado em R$ 140 por megawatt/hora (MWh) no edital da Aneel para o leilão deste mês, é positivo porque supera os R$ 116 de dezembro. Da mesma forma como aconteceu no fim de 2005, quando Candiota III fechou a venda por R$ 129,50 e Jacuí I, por R$ 129,28, o valor deve ser extrapolado em função da necessidade de energia futura no país e para garantir a rentabilidade do investimento. “Tem que chegar a pouco mais de R$ 160”, comentou o executivo.
A térmica de Seival, que tem como sócios a
O investimento em Seival, cuja potência instalada será de 550 MW, é estimado em US$ 830 milhões, informou Faria. Segundo ele, o consórcio, liderado pela Andrade Gutierrez, contratou a
Jacuí I, que terá 380 MW de potência e vendeu 254 MW por 15 anos a partir de janeiro de 2009, deve começar a ser construída em setembro, informou o presidente da
A Eleja, controlada pela alemã Eleja Holding, do grupo
A usina Candiota III, controlada pela Eletrobrás, corresponde à terceira fase da térmica Presidente Médici – com capacidade instalada de 446 MW – e foi projetada também no início dos anos 80. Paralisada em 1985, começará a ser construída em julho para entregar os 292 MW, a partir de janeiro de 2010, disse o presidente da estatal, Sereno Chaise.
Candiota III terá potência de 350 MW e parte dos equipamentos já foi adquirida e precisa ser modernizada. O investimento será de US$ 430 milhões, financiado pelo grupo chinês