ELETROBRÁS – SOCIA PECULIAR DO GRANDE CAPITAL PRIVADO Em matéria de 21 de maio na Gazeta Mercantil, cidadãos mais cândidos iniciam a leitura surpreendendo-se agradavelmente: O diretor de planejamento da Eletro …




ELETROBRÁS – SOCIA PECULIAR DO GRANDE CAPITAL PRIVADO

Em matéria de 21 de maio na Gazeta Mercantil, cidadãos mais cândidos iniciam a leitura surpreendendo-se agradavelmente: O diretor de planejamento da Eletrobrás declara que “o objetivo é juntar as partes interessadas, como investidores nacionais e estrangeiros, fornecedores de matérias primas, grandes consumidores de energia e empresas de consultoria”.

Afinal a democratização! Juntam-se em conselho os participantes da sociedade ! Ai estão os instrumentos e mecanismos – que sabemos viáveis – de contrôle do setor pela sociedade! Aleluia , pensa o leitor que ainda acredita nos homens de todos os escalões do governo.

Entretanto, no elenco dos participantes citados pelo Sr. Benedito Carraro, faltaram os empregados, os consumidores urbanos de pequena e média industria, os consumidores residenciais (inclusive os de baixa renda) e os consumidores rurais. Carraro não os esqueceu, pensa o leitor. Simplesmente o redator da Gazeta esqueceu de inclui-los na matéria. Nada está perdido, as empresas estatais privatizadas serão públicas finalmente!

Entretanto, continuando a leitura da matéria, a esperança cai por terra. Aquele entendimento das partes interessadas não é exatamente o que se poderia denominar de verdadeira social-democracia, ou mesmo uma utopia libertária e palpável. É simplesmente o coletivo dos que tem o grosso do capital privado, como os grandíssimos consumidores, mais a Eletrobras que quer sobreviver gloriosamente às mudanças trazidas pelo rolo compressor que aprovou a denominada lei de conversão, no inicio de maio.

Completa o quadro, algo no mínimo peculiar: Diz Carraro: “nossa ideia é viabilizar os planos, mesmo que tenhamos de entrar com algum (sic) capital (recursos públicos). Depois, venderemos nossas participações”. Ainda completou: “O ministro pediu que o novo modêlo seja, antes de mais nada, criativo”. sem dúvida é criativo, mas também benevolente! O capital privado, comoda e alegremente, agradece. Quem diria que toda a lógica da privatização repousava sobre a falta total de recursos do estado!


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