LIGHT TEM INTERESSE EM FURNAS. Objetivo é garantir mais energia para o Rio. Veja a notícia
Toda vez que a LIGHT trata dos problemas do atendimento à cidade do Rio de Janeiro na imprensa, menciona o suprimento à sua área por parte da geradora como fonte dos distúrbios. Na reportagem do JORNAL DO COMMERCIO, declara inclusive sua intenção de adquirir as usinas de FURNAS como parte da estratégia para resolver essa questão. Utiliza-se de um tática de colocar a culpa em outra empresa como forma de disfarçar as reais razões de seu sofrível desempenho. O ILUMINA denuncia que os problemas ocorridos no Rio de Janeiro absolutamente não derivaram de restrições de suprimento a área Rio e sim das conhecidas deficiências na área de distribuição de energia. O GCOI informa em seus relatórios que a restrição máxima ocorrida no verão passado correspondeu a apenas 6% da demanda máxima da LIGHT. Além disso, o tempo de recuperação foi, em média, bastante inferior ao informado pela LIGHT. Mais que isso, a pretensa intenção de adquirir usinas do sistema FURNAS para “garantir energia para o Rio” é uma declaração que ignora ou despreza o caráter integrado do sistema Sul-Sudeste. Em um sistema interligado é impossível garantir suprimento à uma certa área “reservando” energia de usinas de sua propriedade. Se o problema está em um déficit na geração, ele será compartilhado por todo o sistema.
O que também surpreende é a intenção de uma distribuidora de adquirir auto-suficiência energética, no despertar de uma reforma institucional cuja principal característica é a desverticalização, que como se sabe traz prejuízos ao setor elétrico brasileiro. Como se percebe, nem os investidores privados, beneficiários da reforma do setor concordam ou acreditam que ela se completará!