Eletrosul: de volta para o futuro








Eletrosul prepara sua volta à área de geração













A Eletrosul começa a dar os primeiros passos na área de geração de energia. A empresa estuda adquirir a participação da Vale do Rio Doce na Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, e poderá participar do leilão de venda da área de geração da Celesc. Além disso, quer competir nos leilões de concessão de novas hidrelétricas que o governo federal programa para dezembro.


Na contramão de algumas empresas, que têm manifestado vontade de sair de vários projetos de geração, o presidente da Eletrosul, Milton Mendes, justificou a decisão dizendo que a área de geração “é um grande negócio porque além de rentável, ela é estratégica para um país que está em crescimento”. Disse, contudo, que a empresa não vai assumir projetos que não se apresentarem rentáveis. “Tudo está ainda em estudo”.


A Usina Foz de Chapecó, cujas obras nem iniciaram, pertence à Vale do Rio Doce, CEEE e CPFL, mas a Vale já manifestou que quer se desfazer de sua participação de 40%. Comenta-se que CEEE, com 20%, também está de saída e deverá dedicar-se somente à distribuição. Já o projeto da venda da área de geração da Celesc foi enviada para aprovação na Assembléia Legislativa há poucos dias. A empresa considera mais lucrativo direcionar seu foco à distribuição.


Mendes explica que estudos econômicos e financeiros feitos pela Eletrosul no ano passado apontaram que a área de geração seria “altamente rentável”, mas diz que não dá para fazer comparação especificando se hoje a geração é mais rentável que a transmissão.


A Eletrosul tinha até 1998 a maior parte do seu faturamento proveniente da área de geração. A empresa, contudo, foi para leilão e teve sua divisão de geração vendida para o grupo Tractebel, tornando-se exclusivamente uma transmissora de energia. No ano passado, a empresa conseguiu liberação por parte do governo federal para voltar a atuar na geração.


Algumas mudanças já ocorreram internamente na Eletrosul. Houve a criação de uma área de novos projetos, que tem se dedicado a avaliar investimentos na área de geração, a empresa assinou convênio com a Chesf para troca de experiência no segmento, e passou a prever no seu orçamento alguns investimentos extras, como os de quatro PCHs que estão no alvo e no bolo de R$ 622 milhões, previstos para 2006.


Mendes acredita que o leilão de geração do governo federal vai definir se os projetos de investimentos nessa área serão mais rápidos ou não. “Ele dará dimensão da urgência de algumas ações”, diz. Estão em aberto detalhes importantes como criação de uma subsidiária só para geração, contratação de equipe por meio de concurso público e financiamento com BNDES para obras de longo prazo. (V..Jurgenfeld Florianópolis)











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