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Excedentes? Que excedentes? A notícia abaixo é uma amostra do descolamento do modelo adotado com a realidade do Brasil.Não há excedentes! Muito pelo contrário há "faltantes"! Será que os PHD’s que arquitetam esse sonho neo-liberal não entendem que, na situação atual, os agentes de mercado estão trocando energia interruptível? Atentem bem para o nome! I-n-t-e-r-r-u-p-t-i-v-e-l! Aquela que pode ser interrompida. Não percebem que ao fazer essa venda de "excedentes" afetam a garantia de outro consumidor? Não percebem o óbvio conflito entre agentes de mercado que atuam em sistema de base hídrica cujas reservas foram esgotadas ? Há inclusive uma empresa americana vendendo software para fazer esse absurdo.


A outra notícia é, ainda que de maneira equivocada, o inverso da primeira. Tudo isso sob o mesmo governo, no mesmo dia. Não há nenhuma necessidade de criar estoques reguladores. Basta escolher que índice se quer monitorar. O risco do déficit ou o custo do déficit. Qualquer um serve. Uma vez decidido os valores que devem ser seguidos religiosamente, a valha metodologia de operação e planejamento faz o resto.


Bovespa fará leilões de excedentes no MAE

SÃO PAULO, 6 – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ganhou a concorrência para realizar os leilões dos excedentes de energia no Mercado Atacadista de Energia (MAE). A liquidação das ofertas será feita pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). As informações foram dadas há pouco pela assessoria de imprensa da Administradora de Serviços do MAE (Asmae). Os leilões terão início no dia 25 de junho. Segundo a Asmae, cerca de 100 mil novos consumidores deverão participar desses leilões. Para atuar nesse mercado, é preciso ser um grande consumidor de energia, isto é, gastar mais de 2,5 MWh e estar ligado à rede de 69 kV (potência). Fonte: Globo On Line (Geraldo Magella)

MAE vai analisar software para gerenciar energia

ADRIANA MOREIRA


Para gerenciar a compra, venda e administração da energia na Califórnia, nos Estados Unidos, o governo local adquiriu um software, produzido pela Altra Technologies. No Brasil, a Ienex – afiliada à empresa americana – deve apresentar o produto ao MAE) na terça-feira e à GCE, por meio das Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE), depois do feriado de Corpus Christi.


Segundo o vice-presidente da Ienex, Luiz Fernando Macambira, o programa é "uma espécie de Windows para energia". "Negociar a energia não é apenas comprar e vender. Quem vai mandar a energia vendida para quem comprou? Como isso vai ser passado do MAE para a distriburadora? Tudo isso é gerenciado pelo software", explica.


Macambira afirma que, inicialmente, a empresa não tinha a intenção de comercializar o produto por aqui. "Entretanto, com a crise semelhante à da Califórnia, pensamos que o software poderia ser de grande utilidade para distribuidoras de energia ou para o próprio MAE."


A Ienex queria lançar uma bolsa de comercialização de energia via Internet em 2003, Mas, com as atuais medidas emergenciais de comercialização, a empresa vai tentar ativá-la em novembro. "Com isso, qualquer empresa de indústria e comércio poderia comercializar sua energia", disse Macambira.


Intervenção no mercado de energia

Brasília, 6 – O governo poderá adotar estoques estratégicos e regulatórios de energia, para evitar futuros riscos de escassez e de desequilíbrio na cobrança de tarifas. A possibilidade de intervenção oficial no mercado energético, por meio desses instrumentos, é um dos principais temas em debate por técnicos do governo e da iniciativa privada durante elaboração do planejamento oficial para a área energética, que será aplicado até o final de 2010. Segundo o diretor do Departamento Nacional de Política Energética, Sérgio Bajay, a proposta em estudo para a criação dos estoques estratégicos prevê que o governo deterá uma parcela do potencial de geração de energia das usinas em operação. Essa eletricidade "armazenada" somente seria destinada ao mercado em caso de déficit de oferta. Nessa situação, o governo faria leilões e fecharia contratos de médio e de longo prazos. Na versão de Bajay, a iniciativa tenderia a estimular a competitividade dos agentes do mercado e ainda lhes daria a segurança de atuar com um contrato firmado.


O projeto, em princípio, está sendo elaborado com base na estimativa de crescimento anual de 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB), até 2010, e de elevação anual de 3,4% na renda per capita, em reais. O consumo total de energia no País deverá aumentar 5,9% ao ano, no período. De acordo com relatório preliminar do Comitê Coordenador de Planejamento da Expansão dos Sistemas Elétricos (CCPE), em 2010 ainda será verificado o alto potencial de crescimento do setor energético do País. Os dados mostram que o consumo industrial tenderá a aumentar em 5,9% ao ano até o final da década. A demanda no comércio crescerá anualmente em 6,7% e a das residências, em 6,3%. O consumo tenderá também a se expandir nas regiões menos desenvolvidas do País. Na região Norte deverá crescer 9,05% ao ano. No Nordeste, a expansão será de 6,6%. No Sudeste, de 5,3%, e no Sul, de 6,3%. Fonte: Amazonas Em Tempo




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