Finalmente o Govêrno admite que os planos de expansão privados não saem do papel. Tudo como o ILUMINA já havia denunciado.
JB 3/2/99
Governo teme colapso no setor elétrico
BRASÍLIA – O governo está preocupado com a possibilidade de um colapso no fornecimento de energia elétrica em 2000 e 2001. O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse que a demanda de energia deverá crescer esse ano entre 3% e 5%, enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) deverá ser negativo. Tourinho participou ontem da solenidade de transferência do centro nacional de operação do sistema, que era da Eletrobrás, para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão privado que irá coordenar e supervisionar os sistemas de geração e transmissão de energia elétrica.
Para resolver a situação, o governo pretende atrair mais investimentos para o setor. Tourinho acredita que essa situação, de pouca oferta, representa uma oportunidade de negócio muito grande para quem quer produzir energia elétrica no país. Ele afirmou que a Eletrobrás e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) irão financiar o setor. "Se houver um crescimento muito grande da demanda, sobretudo por causa da condição adversa de crescimento do PIB, a gente tem que tomar medidas para acelerar a oferta",explicou. Em 98, o consumo final de energia, incluídos energia elétrica, petróleo e outras fontes, cresceu cerca de5,6%, um pouco abaixo do consumo em 97, que foi de 6,1%.
A Eletrobrás poderá estimular a geração de energia elétrica participando como acionista minoritário de alguns empreendimentos, desde que mantenha seu atual fluxo de caixa. O ministro pretende ainda agilizar a implantação dos projetos das termelétricas a gás no país, que praticamente não saíram do papel. Além disso, quer licitar, nos próximos dois anos, novas linhas de transmissão de energia, que devem representar investimentos de R$ 4 bilhões.