Bacia de Santos é alternativa para gás boliviano
Acelerar a exploração das reservas de gás da Bacia de Santos e do Espírito Santo é a alternativa da Petrobrás para suprir os 30 milhões de metros cúbicos/dia fornecidos pela Bolívia, caso não seja possível contornar as dificuldades nas negociações com as autoridades do novo governo boliviano. Para executivos do setor privado que atuam no
segmento, está afastada qualquer possibilidade quanto ao gasoduto para trazer o gás da Venezuela, em função do alto custo para sua construção.
O Presidente da Bolívia, Evo Morales, está essa semana no Brasil para negociar com a Petrobrás o aumento dos preços do gás natural. Entretanto, a estatal brasileira alega que vai reduzir os investimentos na Bolívia, caso haja um aumento no preço do produto. A Petrobrás
controla mais de 45% dos campos de gás da Bolívia, onde também tem as duas maiores refinarias.
O governo de Evo Morales tem dirigido duras críticas à postura da estatal brasileira, acusando-a de faltar com a cordialidade durante as negociações, enquanto que a Petrobrás se queixa de que os bolivianos
forma os primeiros a interromperam o diálogo.
O ministro de Hidrocarbonetos do país vizinho, Andrés Solíz, disse, recentemente, que o Brasil trata a Bolívia como semicolônia. As acusações foram rebatidas pela Petrobrás, que garante ter mantido respeito e atenção nos acordos em andamento.
Em fevereiro, representantes da petrolífera brasileira visitaram a parceira e ajustaram um memorando de entendimento com sete pontos-chaves.
Dois deles fixam a criação de grupos de trabalho; outros dois prevêem o retorno da YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos – a empresa de petróleo da Bolívia) ao controle das refinarias e da produção de gás natural.
Brasil e Bolívia tinham até o fim do carnaval para assinar o memorando e colocá-lo em prática. Como houve mudança no governo boliviano, a estatal encara com naturalidade o tempo sado para reavaliação dos negócios.
(Setorial News Energia)