Gás Natural em crise






Governo pode parar termelétricas
Leila Coimbra e Cláudia Schüffner De São Paulo, Itaguaí e do Rio Valor



Se a crise na Bolívia comprometer o abastecimento de gás no Brasil, o governo deverá desligar as dez usinas termelétricas movidas a gás. Essas usinas produzem 1.548 MW – 4,19% do consumo total do país – e utilizam 7,5 milhões de metros cúbicos diários de gás, um terço do total das importações vindas da Bolívia.


O desligamento não prejudicaria o fornecimento de eletricidade, porque as hidrelétricas, atualmente com reservatórios cheios, poderiam suprir facilmente a energia das termelétricas. No Nordeste, os lagos das usinas estão com 94,99% da capacidade, no Sudeste, com 84,79% e no Sul, com 67,48%. Ontem, a ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, reuniu-se com a direção da Petrobras e das grandes distribuidoras de gás do país e decidiu criar um “gabinete de crise” para monitorar o problema.


Comentário -Sinal amarelo


Comparando as duas notícias sobre Gás Natural, caminhando em sentidos opostos, vemos que a crise na Bolívia deve ocasionar uma reformulação nas expectativas brasileiras.


O gás natural hoje é usado pela indústria, principalmente em SP, pelas termoelétricas, dadas como solução para a crise de desabastecimento de alguns anos atrás, para transporte veicular, por ser muito mais barato e finalmente para uso doméstico nas grandes cidades.


Mais da metade (65%) do consumo nacional é de gás produzido na Bolívia, o que dá uma dimensão do tamanho da crise


Comoo Governo resolveu contingenciar o uso do gás, o primeiro setor a ser afetado é a geração de energia elétrica, já que existemalternativas. Até agora nada se falou sobre o consumo industrial,o veicular e o doméstico. Aguardemos.

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