Hipótese a ser analisada


Transcrevemos abaixo o emailque recebemos do Prof. Oscar Kastrup Filho, Ex-Engenheiro de Furnas e deoutras empresas, que levanta mais umapossibilidade,paraser analisada,como a causa primária do apagão do dia 10/11.


O ILUMINA, assim como todos os atingidos pelo apagão,aguardao pronunciamento oficial do ONS.



“A causa do apagão certamente foi a tempestade com descargas atmosféricas ocorrida nas próximidades das linhas de transmissão de Itaipu.


Mas o que certamente agravou o problema, acarretando uma série de desligamentos que culminou no apagão, foi a não atuação segura dos equipamentos pára-raios localizados estratégicamente nas chegadas das linhasdas subestações. Os pára-raios fornecem proteção aos equipamentos das subestações para os raios, eoutras formas de sobretensões, sem provocar curto-circuitose consequentes desligamentos.



Afoto de 1a página do GLOBO de12/11/2009 mostra um pára-raios de 3 colunas danificado, na entrada de uma das linhas que chegamda subestação envolvida na ocorrência.


Umaextensa pesquisa sobre a vida útil de pára-raios foi feita na década de 80 pelo CEPEL – Centro de Pesquisas de Energia Elétrica e diversas empresas do setor, entre elas FURNAS, CESP, LIGHT, COPEL e CHESF.


Há grandes possibilidades que este pára-raios tenha explodido ao operar pela queda do raio. Isto acontecepor perda de estanqueidade, ao longo de sua vida útil,com a entrada de umidade pelas trincas que se formam na cimentação das porcelanas com os flanges.


Esta pesquisarecomendava, jána época, atroca de pára-raios com mais de 15 – 20 anos de serviço: seu baixo custo em relação a todos os outros equipamentos que protege nas subestações justifica plenamente esta política de manutenção pelas empresas de energia elétrica.”



Engo Oscar Kastrup Filho



Engenheiro Eletricista e Consultor


Ex- Engenheiro de Furnas, Eletrosul e Themag Engenharia


Ex-Professor da PUC-RJ


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