| BNDES lança programa para financiar setor elétrico |
O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o presidente do O presidente do BNDES acredita que as novas regras atrairão os investidores. A primeira mudança anunciada por Mantega é no prazo de financiamento. No caso da geração, passou de 8 para 14 anos. De acordo com Silas Rondeau, esse período vale para usinas hidrelétricas, termelétricas e as que utilizam biomassa. O BNDES também barateou o financiamento, alterando a composição das taxas que o compõem: permanecem os 80% da TJLP, mas, no lugar da cesta de moedas, entra o IPCA. “Com isso, os investidores ficam livres do risco cambial. O investimento fica mais seguro, menos sujeito à oscilações”, disse Mantega. O banco também aumentou de 70% para 80% o limite de financiamento dos itens que são financiáveis. Nesse cenário ficam excluídos os equipamentos importados, por exemplo. Mas Rondeau acrescentou que as linhas de transmissão são praticamente 100% compostas por produtos nacionais, mesmo caso das usinas hidrelétricas. O novo programa de financiamento também diminuiu o spread do BNDES nas obras do setor. As taxas no caso das linhas de transmissão permanecem as mesmas – TJLP mais 4% ao ano. No caso da geração, contudo, a taxa de juros, que podia chegar a 8% ao ano, foi reduzida para 3,5%, somada à TJLP. Por fim, o BNDES flexibilizou as garantias dadas pelos investidores para contrair os financiamentos no banco. “Antes, os investidores tinham de dar garantias reais, solicitar fianças bancárias e corporativas, o que encarecia o empreendimento”, explicou Mantega. A alteração, no entanto, impõe condições aos investidores. Para não necessitarem de fianças corporativas ou bancárias, eles precisam garantir um aporte de recursos próprios de pelo menos 35% do custo da obra. Além disso, o aporte destes recursos precisa ser antecipado. |