Lixo do apagão








‘Conta do apagão’ afeta balanços



Um “esqueleto” da época do racionamento de energia, há cinco anos, manchou os balanços contábeis das empresas do setor, que tiveram, de forma geral, bons lucros no ano passado. As principais distribuidoras do país tiveram de fazer provisões que chegaram a R$ 843 milhões em 2005. A Cemig, por exemplo, provisionou R$ 277 milhões e a Eletropaulo, R$ 176,9 milhões.


O problema gira em torno da “conta do apagão”, pacote criado no governo FHC para financiar as empresas de energia com R$ 7,9 bilhões do BNDES. Para pagar esse empréstimo, as empresas tiveram direito a um aumento extraordinário nas tarifas de 2,9% para os clientes residenciais e de 7,9% para as indústrias.


Nos últimos anos, porém, o mercado de energia mudou e mais de 700 clientes industriais – que representam 25% de todo o consumo nacional de eletricidade – trocaram de fornecedor. Ao deixar as distribuidoras, essas indústrias também pararam de pagar essa conta.


A briga promete esquentar ainda mais com resolução que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende publicar em breve, determinando a cobrança retroativa desses valores.

L.Coimbra, Valor,SP

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