Furnas defende aproveitamento do potencial hídrico do país
Brasil tem 250 mil MW de potência não utilizada. Eletrobrás defende equacionamento da questão ambiental
A.Canazio,CanalEnergia
O presidente de Furnas, José Pedro Rodrigues, defendeu que o país continue a apostar no aproveitamento do potencial hidrelétrico, avaliado em 250 mil MW não utilizados. “As hidrelétricas são mais baratas e menos poluentes que as outras fontes”, disse Rodrigues na abertura do I Seminário para Jornalistas sobre o Setor Elétrico,nesta quarta-feira, 15 de março, no Rio de Janeiro. Para o executivo, as questões de investimentos e ambientais têm que ser equacionadas para os projetos saírem do papel. No tocante aos investimentos, a taxa de retorno é o principal item para impulsionar a entrada dos empreendedores privados. Já, na área ambiental, Rodrigues pediu uma mudança de paradigma. “Temos que saber o que é necessário fazer para construir a usina. Não podemos abrir mão do potencial hídrico do país”, afirmou. Quanto aos investimentos, Rodrigues frisou que Furnas estará sempre disposta a investir quando a taxa de retorno for igual ou superior a 10%. “Não é possível que o retorno seja de cinco anos em um empreendimento programado para funcionar cem anos”, comparou Rodrigues, referindo-se a decisão de empresas privadas de não participarem do leilão de energia nova, devido àbaixa taxa de retorno. Para o executivo, a questão da remuneração tem de ser melhor discutida entre todos os envolvidos. A posição de Rodrigues foi corroborada por Aloisio Vasconcelos, presidente da Eletrobrás. O executivodisse que a holding está disposta a investir em parceiras com a iniciativa privada. “A Eletrobrás voltou a ser investidora ativa. Queremos uma participação de 49% em sociedades com a iniciativa privada”. Ele afirmou, no entanto, que, se necessário, as empresas do grupo entrarão sozinhas, como no caso de Simplício, que Furnas adquiriu a usina sozinha.