MSATV – Movimento dos sem água, sem turbina e sem vergonha Água Estiagem prolongada reduz nível de Furnas BH, 30 – O longo período de estiagem, aliado ao aumento do consumo de energia est&aacu …



MSATV – Movimento dos sem água, sem turbina e sem vergonha


Água

Estiagem prolongada reduz nível de Furnas

BH, 30 – O longo período de estiagem, aliado ao aumento do consumo de energia está provocando uma queda acentuada no volume de água do reservatório da Hidrelétrica de Furnas, que hoje opera com a cota de 759,1, nove metros abaixo do nível normal de 768 metros, que representa a capacidade total da Usina. É a maior baixa registrada no ano, e vale lembrar que no mesmo período de 99, o volume do reservatório havia caído seis metros. No ano passado trabalhou-se com 56% do volume útil do reservatório. E este ano estão trabalhando com 36% do volume útil. Tudo isso já era previsto, mas o maior agravante foi, sem dúvida, o crescimento do mercado interno , concluiu o engenheiro Edmundo Alfredo Pochmann da Silva, assistente da Superintendência de Operação de Furnas. Outro agravante foi o atraso das operações da Usina de Angra I, que deve entrar em atividade em meados de julho, passando a gerar 600 megawatts de energia. Por este motivo tivemos que usar mais a água dos reservatórios e o resultado foi esta queda acentuada , explicou. Entretanto, Edmundo descarta a possibilidade de racionamento de energia. O motivo seria a interligação com a Argentina, concluída na semana passada, quando o país passou a importar 1.000 megawatts de energia – 700 megawatts para suprir a região Sudeste e 300 para a região Sul. Além disso estamos aguardando a entrada, em operação, da Usina de Angra II, que vai fornecer 1.200 megawatts de energia. Com isso acredito que dará para segurar um pouco mais os reservatórios , salientou. Persistindo a falta de chuva, a tendência é cair ainda mais o nível do reservatório. Neste caso, os pincipais prejudicados serão os municípios banhados por Furnas, que têm no turismo a sua renda principal. Miguel Angelo Barreta de Oliveira, gerente do Hotel Náutico Fama, teme pelo pior. Ele conta que no ano passado, até o mês de novembro deu para segurar, mas que depois a situação ficou difícil e a frequência no hotel caiu em 80%. Aqui nosso maior atrativo é o Lago de Furnas. Oferecemos passeios de Jet-Sky, lancha e de balsa, e sem a água ficamos impossibilitados de atender nossos clientes que querem diversão , lamenta. Fonte: Estado de Minas


Turbina

Pane na turbina

Rio, 4 – Aposta central para afastar o espectro do racionamento de energia, o programa de geração termelétrica do Governo, que prevê a instalação de 49 usinas, esbarra na escassez internacional de turbinas. Equipamentos pesados, fabricados sob encomenda por não mais de quatro supergrupos (ABB, General Electric, Siemens/Westinghouse e Mitsubishi), as turbinas atravessam um período de demanda ultra-aquecida, por conta dos pedidos de grandes produtoras dos EUA, como El Paso e Enron. As termelétricas, na proporção desejada pelo Governo, exigem cerca de uma centena de turbinas, o que ultrapassa e muito a capacidade ociosa do setor. Para contornar esse obstáculo sem pagar um sobrepreço, um ds caminhos em estudo é estimular a instalação de fábricas no País. Com o programa em gestação, o Brasil deverá tornar-se um dos maiores demandantes de turbinas do planeta, ao lado dos EUA e da China, o que aumentaria o atrativo da colocação de uma unidade fabril do equipamento.


TIMING. A estrutura tributária e a matriz de preços da energia, contudo, terão de obedecer a esse objetivo, de forma a favorecer investimentos de maturação longa, por vezes superior a uma década, embora voltados a atender a um desafio imediato. A continuidade de taxas anuais de crescimento superiores a 4% do PIB conduzirá em no máximo dois anos a uma necessidade de racionamento, caso o regime de chuvas sob os quais a natureza ainda não permite um controle governamental não torne-se extremamente favorável daqui por diante. A opção em curso para contornar o problema, a instalação de termelétricas aproveitando a oferta de gás natural, é mais rápida do que construir novas hidrelétricas e evita as restrições de financiamento impostas pelo Banco Mundial e a maioria dos Eximbanks a obras que impliquem impacto ambiental significativo. Boa parte do potencial de geração hídrica do País concentra-se na Amazônia, onde a repercussão das pressões ambientalistas é mais intensa. Só que mesmo as termelétricas estão atrasadas no cronograma necessário para combater o risco de racionamento, e esbarram em uma série de problemas, que não param na escassez de turbinas, o equipamento mais nobre e mais caro. A garantia de encomendas e financiamento, com a disseminação de parcerias internacionais que complementem a decisão de investir de Petrobras e Eletrobrás, depende de uma fórmula tarifária semelhante à vigente nos países desenvolvidos. Nesses, os contratos vinculam as tarifas de fornecimento à evolução de custos do gás natural ou do combustível que for utilizado. Sem essa garantia, com a qual o Ministério das Minas e Energia acenou mas ainda depende de uma costura definitiva com a Fazenda, o programa do ministro Rodolfo Tourinho, de usar o gás natural como reserva central para o desenvolvimento sustentado, fica comprometido. Fonte: Jornal do Commercio (Cezar Faccioli)


Vergonha

Eletropaulo e Celtins reajustam, hoje, tarifas de energia elétrica

Brasília, 4 – A partir de hoje, as tarifas de energia elétrica da Companhia Energética do Tocantins (Celtins) e da Eletropaulo Metropolitana (Eletropaulo) estão reajustadas, respectivamente, em 17,37% e 13,83%. Os reajustes foram solicitados pelas próprias concessionárias e homologados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estando os mesmos publicados no Diário Oficial de hoje. Esses reajustes seguem as regras estabelecidas no Contrato de Concessão, assinado entre as empresas e a Aneel, no qual as duas concessionárias têm direito, anualmente, em junho, a um reajuste tarifário e, cada quatro anos, a uma revisão tarifária, momento em que se poderá repartir, com os consumidores, os ganhos de produtividade obtidos pelas concessionárias. Celtins e Eletropaulo negociaram, com suas supridoras (geradoras), uma nova data de reajuste de seus Contratos Iniciais. Essa negociação teve por objetivo coincidir as datas de reajuste para a geração e distribuição. As geradoras, que a partir de hoje estão com suas tarifas reajustadas, são as seguintes: Furnas Centrais Elétricas S/A (13,25%), Companhia de Geração de Energia Elétrica Paranapanema (12,94%), Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê – CGEET (12,73%), Companhia Energética de São Paulo – CESP (14,93%), Empresa Municipal de Águas e Energia – EMAE (14,46%) e Centrais Elétricas do Norte – Eletronorte (15,49%). A Celtins é abastecida pela energia de Furnas e Eletronorte; a Eletropaulo, pelas demais geradoras citadas, além de Furnas. A proposta das distribuidoras, para a homologação dos reajustes tarifários, passou pela análise técnica da Aneel, que leva em consideração os custos gerenciáveis e não gerenciáveis, como energia comprada, custos da Conta de Consumo Combustível (CCC), da Reserva Global de Reversão (RGR) e o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (14,85%). A estrutura tarifária atual das concessionárias não sofreu qualquer alteração, sendo mantidos os subsídios para os consumidores de baixa renda e para os consumidores rurais. A área de concessão da Eletropaulo engloba 24 municípios (São Paulo e localidades da Região Metropolitana), atendendo a 4,567 milhões de consumidores (residências, indústrias, comércio, áreas rurais, etc.), sendo 4,070 milhões de unidades residenciais. Já a Celtins atende a 215 mil unidades de consumidores, sendo 186 mil residências, localizadas em 141 municípios tocantinenses (entre eles Palmas, Filadélfia, Miracema, Arraias e Araguaína). Fonte: SCS ANEEL










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