Não se desespere!!! Aqui está a solução!   Fórmulas de fazer energia em casa Rio, 11 – Usinas geradoras miniaturizadas, movidas a gás, que também produzirão eletricidade …

Não se desespere!!! Aqui está a solução!






Fórmulas de fazer energia em casa

Rio, 11 – Usinas geradoras miniaturizadas, movidas a gás, que também produzirão eletricidade e calor, poderão substituir os boilers domésticos dentro de alguns anos, o que levará a grandes implicações para os saturados mercados de energia. Algumas empresas inovadoras estão adaptando a tecnologia convencional de combinação entre calor e eletricidade (sigla em inglês, CHP), que recicla o calor desperdiçado pelo gerador. Outras estão miniaturizando sistemas de "fuel cells" (células energéticas) CHP, que geram energia através de reações químicas em vez de combustão. O objetivo é oferecer uma viável alternativa energética domiciliar que reduziria acentuadamente – e até anularia – a dependência doméstica em relação ao fornecimento tradicional de eletricidade e acalmaria as consciências ambientais dos consumidores. Embora grandes usuários de energia, como fábricas e hospitais, já estejam instalando os próprios CHPs para diminuir os gastos, as despesas com instalação e geração são elevadas demais para viabilizar a utilização de pequenas unidades domiciliares. No entanto, o sistema começou a dar os primeiros passos em nível comercial quando, no mês de agosto, a NiSource – empresa americana de energia elétrica – instalou o que acredita ser a menor unidade de CHP já produzida, que provê entre 28 e 30 quilowatts de energia em uma loja do estado americano de Indiana. Ao mesmo tempo, a BG – companhia britânica de gás – trabalha em um microgerador que produz apenas 500 a mil watts, sendo 50 vezes menor que o menor tipo de CHP tradicional existente e desenhado para uso residencial. A unidade, denominada Microgen, deverá entrar no mercado em três anos para substituir o tradicional boiler doméstico e fornecerá até 50% das necessidades médias de eletricidade de uma casa britânica. O grupo americano Plug Power vai mais longe ao desenvolver uma planta doméstica à base de célula energética, totalmente independente da rede elétrica. As células funcionam com hidrogênio, mas a disponibilidade do gás natural nas cidades o tornam uma fonte ideal. A Plug Power, que tem participação de 10% da General Electric, tem como meta lançar o produto no mercado em 2001. Mas a tecnologia de células energéticas – embora prometendo ser duas vezes mais eficiente que a geração de energia convencional – ainda é cara. A companhia espera que as unidades custem inicialmente entre US$ 7.500 e US$ 10 mil, mas a estimativa é de baixar os custos no longo prazo através da produção em massa.


Retorno em 3 anos – No entanto, a BG calcula que um produto viável vai pagar-se somente após três anos da instalação. Assim, a empresa pretende manter o preço das unidades Microgen com uma diferença para cima de 600 libras frente às mil libras mais despesas de instalação de um aquecedor comum, além de oferecer cerca de 150 a 200 libras anuais de economia de energia. Os domicílios deverão manter a conexão à rede para atender aos níveis de pico de energia. "O problema é que os CHPs convencionais necessitam, no mínimo, de 4.500 horas anuais de funcionamento para justificar o investimento, enquanto um domicílio comum usaria muito menos que isso", explicou o gerente do projeto Microgen, John Parsons. "Estamos utilizando tecnologia mais barata para manter os preços em baixa. Faltam alguns anos, mas estamos confiantes de que chegaremos lá", acrescentou Parsons. As econômicas inovações em relação ao Microgen incluem queimar o gás fora do motor para eliminar a necessidade de remover acúmulos de fuligem. A EnergyUSA, subsidiária da NiSource, que instalou a planta na loja de Indiana informa que o menor CHP já fabricado pode "cortar custos e melhorar a qualidade da energia ao mesmo tempo que reduz o impacto geral sobre o meio ambiente". Uma porta-voz da companhia afirmou que o grupo também pesquisa a produção de unidades de CHP para uso doméstico. As implicações para as geradoras e distribuidores de eletricidade são sérias, mas não catastróficas. "As células energéticas estão desenvolvendo-se muito rápido", afirmou um engenheiro sênior de uma das maiores companhias de eletricidade britânicas. "A temperatura da água produzida é perfeita para o aquecimento doméstico e para o uso e não existem poluentes. Assim, o negócio é ganhar – exceto para as companhias de eletricidade, se não tomarem cuidado". Entretanto, o engenheiro dá uma solução para as elétricas: "O que elas precisam fazer é adotar a tecnologia em vez de abandoná-la". Fonte: Jornal do Commercio

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