A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) informou ontem que será realizado no dia 12 de junho o segundo leilão de energia nova para o mercado. De acordo com o presidente da estatal, Maurício Tolmasquim, a participação mais forte nesta etapa ficará com as termelétricas, já que o leilão tem como objetivo atender a demanda do mercado em 2009, prazo muito curto para a construção de hidrelétricas.
— Cerca de 4,5% da demanda de energia das distribuidoras não foram atendidos no último leilão (que ocorreu em dezembro do ano passado) — disse Tolmasquim, acrescentando que esse percentual representava, na época, 1.800 megawatts médios.
Tolmasquim explicou, ainda, que as distribuidoras de energia devem informar a demanda que pretendem comprar no leilão até o próximo dia 13 de abril. Já o prazo para as empresas que vão apresentar projetos acaba em 10 de abril.
Uma das novidades neste segundo leilão será a negociação exclusivamente via internet, devido à pequena quantidade que será negociada nesta fase.
(O GLOBO)
Leilão de energia A-3 será realizado pela internet
Negociação envolverá em especial empreendimentos térmicos e hídricas botox. EPE estuda licitar usinas do Rio Madeira separadamente
F.Couto,CanalEnergia
O leilão de energia nova, na modalidade A-3, não terá local físico para a sua realização. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, a contratação da energia a partir de 2009 será feita através de plataforma operacional que será disponibilizada pela internet. Previsto para acontecer no dia 12 de junho, o leilão terá foco maior sobre térmicas e hidrelétricas botox, como Estreito (TO/MA, 1.087 MW). Essas usinas, afirmou o executivo, atenderão a uma demanda não contratada de 4,5% na primeira licitação, ocorrida em dezembro – aproximadamente 1,8 mil MW.
O confinamento, explicou, foi necessário nos dois leilões de energia existente, que aconteceram em dezembro de 2004 e abril de 2005, respectivamente, e no primeiro leilão de energia nova, devido à complexidade das negociações, que envolviam produtos e prazos diferentes de fornecimento. O leilão A-3, o segundo confirmado pela EPE, reforça a tese de que não haverá falta de energia.
Na avaliação do executivo, em meio às diferentes fontestérmicas que negociarão, a biomassa pode ganhar mais destaque. Segundo ele, a sinalização dos empreendedores deste segmento é de que fizeram bons negócios, o que pode se repetir no segundo leilão. Além da biomassa, o executivo estima que haverá inclusão de duas térmicas a carvão no Sul, que já possuem licença e uma térmica no Nordeste, movida a carvão importado, sem revelar os nomes dos empreendimentos.
Segundo o executivo,a sistemática do leilão ainda está em estudos pelos técnicos envolvidos no processo, mas revelou que será mais simples do que a do primeiro leilão, em função da quantidade menor de fases previstas paraas negociações.
Outros leilões – Tolmasquim ressaltou que o leilão A-3 abrirá espaço para a negociação de quatro usinas remanescentes do primeiro leilão – Dardanelos (MT, 256 MW), Mauá (PR, 388 MW), Cambuci (RJ, 50 MW) e Barra do Pomba (RJ, 80 MW) – mas não acredita que as usinas possam estar concluídas a tempo de contratar energia para 2009. Para estes empreendimentos, contou ele, o governo está preparando um leilão do tipo A-5, para contratação até 2011, cuja realização está prevista para o segundo semestre deste ano.
Já o complexo do Rio Madeira, de 6.450 MW e localizado em Rondônia, terá licitação iniciada entre maio e junho deste ano. No entanto, segundo Tolmasquim, a negociação das usinas ainda depende da liberação da licença ambiental pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis. Entre os cenários traçados pelos técnicos da EPE está a licitação das duas usinas do complexo em separado.
Santo Antônio, de 3.300 MW, tem mais chance de ser a primeira ofertada, afirmou. A tendência, acrescentou ele, é que Jirau, de 3.150 MW seja disponibilizada para leilão apenas em 2007. Para o ano que vem, completou, os planos do governo incluem a licitação de outra usina de grande porte, a de Belo Monte, de 11 mil MW, e localizada no rio Xingu.