O BNDES e a Light









BNDES DEVE TER PRESENÇA FORTE NA LIGHT




A Light, companhia energética que atua no Estado do Rio de Janeiro, pertencente à estatal francesa EDF, pode voltar a ter presença forte do governo. A venda da empresa está sendo preparada para que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) fique com uma fatia considerável das ações, podendo integrar o bloco de controle da concessionária, juntamente com novos sócios privados. A informação é do secretário de Energia do Rio, Wagner Victer. “Ninguém quer botar dinheiro e ficar fora do bloco de controle”, disse Victer. “O BNDES se comprometeu a entrar com um valor igual ou maior que o dos sócios privados, sejam eles quais forem.” Segundo Victer, o banco também deve converter parte das dívidas da Light em ações -a exemplo do que fez no ano passado com a Brasil Ferrovias. “É melhor transformar uma dívida em uma ação rentável”, ponderou. O modelo de venda da Light, de acordo com o secretário, é resultado de um acerto entre o governo fluminense, a EDF e os compradores potenciais. A companhia francesa concordou em promover aumento de capital no lugar de simplesmente se desfazer das ações, sua intenção inicial. Seis grupos devem apresentar hoje propostas à EDF: Cemig/AG, Energia do Rio, GP, Brascan/Iposeira, Pátria/Blackstone e AES/Guggenheim. (Folha de S.Paulo/AEPET)

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