Os Estados Unidos estão há 15 anos discutindo seu setor elétrico. Não venderam as grandes geradoras de energia. As grandes usinas hidráulicas são todas do govêrno. Lá, como mostra a reportagem do Economist, ainda há problemas quanto ao investimento privado. Imaginem num certo País ao sul do equador…..
Problemas na desregulação americana.
O Economist de 25/09 traz uma reportagem sobre o que está ocorrendo agora nos Estados Unidos com a questão da regulação do setor elétrico (The Electric Acid Test ). Lá essa questão vem sendo discutida e reformada há pelo menos 15 anos!
O texto do The Economist, como é de se esperar , defende a desregulamentação do mercado de energia elétrica como solução para todos os males, entretanto admite que em muitos estados, notadamente, New York, Illinois, Lousiana e Columbia, os consumidores consideram que a "desregulação pode fazer o suprimento de energia ainda menos eficiente que agora" .
A verdade é que os investimentos privados decepcionam. Craven Crowell, Presidente da TVA, "insiste que se as novas unidades geradoras não produzirem grandes retornos financeiros, as companhias privadas não vão construí-las". Por sua vez as empresas privadas culpam a "incerteza na regulação" como responsável por afastar os novos investimentos.
O próprio texto reconhece a falta de um plano nacional que possa orientar as quase 3000 "public and private utilities". Como os benefícios da liberalização do mercado americano de energia aparentemente não atingiu o pequeno consumidor, a reportagem defende a idéia de que esses benefícios só serão sentidos quando houver a fusão entre os setores de energia e telecomunicações!!! (Aqui, cindimos empresas)
Larry Makovitch, do Cambridge Energy Research Associates, um consultor da indústria e atuante defensor do livre mercado, considera que: "a complexidade e a intensividade de capital do setor elétrico exige um forte papel para o governo federal. Somente autoridades federais podem definir comércio interestadual de energia, planos de reserva de potência, questões antitrustes e similares." A desregulação segundo ele não vai resolver por si esses aspectos.