Quem está pagando a festa que levou ao racionamento.




É inacreditável! Os autores do plano que dá chicotadas nos consumidores residenciais com certeza não examinaram os dados ao lado.
Em 1990, o setor residencial consumia 23% do total da energia elétrica produzida no país. Pagava 29% do total da receita do setor.
Em 2000 o setor residencial diminui sua participação no consumo total (27%) mas aumenta sua participação na conta para 40%!
A indústria que consumia 51!% da eletricidade em 1990, pagava 40% da conta.
Em 2000 ela reduz sua participação no consumo para 43%, mas em compensação reduziu sua responsabilidade na conta para apenas 25%.
Não se trata de advogar a defesa dos consumidores residenciais em detrimento da indústria. O ILUMINA está consciente das implicações econômicas do corte de energia nas atividades produtivas. Entretanto, o plano de racionalização que criou a sobretaxa não poderia desconhecer essa realidade. Teremos que fazer uma verdadeira reforma tarifária na bagunça que se tornou o setor, fruto de uma política de privatização a qualquer preço.
O ILUMINA, com muita dificuldade de levantamento de dados, está colocando em discussão questões para serem discutidas por toda a sociedade brasileira. A falta de informações que deveriam ser públicas é o principal entrave a qualquer análise mais técnica das questões.
A questão do preço da energia está sendo alvo de críticas sugerindo que as tarifas brasileiras são baixas. Ainda mais quando membros do governo sugerem que a sobretaxa poderia ser tornada permanente.