Questão para reflexão Quando o presidente da ELETROBRÁS afirma que "o equacionamento das finanças das empresas controladas é prioridade" ao se deparar com a crise de FURNAS, hoje amplamente …

Questão para reflexão


Quando o presidente da ELETROBRÁS afirma que "o equacionamento das finanças das empresas controladas é prioridade" ao se deparar com a crise de FURNAS, hoje amplamente estampada nos jornais, ele tem toda a razão. Fica difícil para estas empresas geradoras e transmissoras participarem em leilões de novas obras do setor elétrico, como tem afirmado a Ministra Dilma, estando com suas finanças deterioradas . Assim, urge solucionar o endividamento das Distribuidoras com as Controladas, bem como rever o preço do Mercado Atacadista de Energia ­ MAE fruto de um modelo com equívocos.


Mas há um outro ponto que não está sendo colocado em pauta. Os preços das obras. Esta é uma questão com a qual, em breve, os dirigentes do setor elétrico deverão se deparar, se quiserem perseguir a orientação da equipe econômica que hoje efetuou um drástico corte no orçamento de 2003. " Fazer mais com menos gastos "



Crise Financeira do setor.

Folha de São Paulo – 11.02.2003


Vivemos uma crise financeira do setor em que até a pérola da coroa, Furnas, uma empresa superavitária, boa, está em dificuldades", disse o presidente da Eletrobrás (controladora de Furnas), Luiz Pinguelli Rosa. Pinguelli descartou que o governo estude perdoar os inadimplentes. "Somos [a Eletrobrás] uma empresa que tem de ser lucrativa." Ele afirmou que o problema das dívidas das distribuidoras é a questão mais urgente e prioritária do setor elétrico a ser resolvida. Disse que o caso de Furnas já foi levado à ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. De acordo com Pinguelli, não é só a inadimplência que afeta Furnas. Afirmou que o valor de R$ 4 por MW pago pela energia no mercado atacadista é "fora de propósito". "O preço do MAE é um espantalho, desestimula qualquer investidor", disse Pinguelli, acrescentando que o preço nem paga os custos de geração de energia



Necessidade de equiacionamento das Finanças das Controladas

Estado de São Paulo – 11.02.2003


O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, reafirmou que o equacionamento das finanças das empresas controladas é prioridade. Ele afirmou que o grupo Eletrobrás vai contratar um escritório de advocacia para decidir que medidas tomar para cobrar as dívidas que algumas empresas têm com Furnas. Segundo o presidente da geradora, José Pedro Rodrigues Oliveira, três empresas estão inadimplentes com Furnas, com uma dívida total de R$ 483 mi, que são acrescidos, a cada mês, de R$ 28 mi. "Teremos problemas para fechar o caixa este mês e precisaremos da ajuda da Eletrobrás", disse Oliveira. "A questão da dívida é absoluta prioridade", reforçou Pinguelli. "Não é só o Brasil que tem que pagar suas dívidas com o mercado externo. Uma empresa americana que vem para cá, por exemplo, também tem que honrar seus compromissos", completou o executivo, em uma alusão às empresas estrangeiras que ameaçam abandonar suas concessões em razão do alto endividamento.

Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *