Quinta-feira, 12 de agosto de 1999 Eletronorte deve ser dividida em seis e privatização será adiada Modelo criado pela USP prevê que o governo tenha receitá só com Usina de Tucuruí GU …



Quinta-feira, 12 de agosto de 1999


Eletronorte deve ser dividida em seis e privatização

será adiada Modelo criado pela USP prevê que o governo tenha receitá só

com Usina de Tucuruí GUSTAVO PAUL BRASÍLIA – Antes de ser privatizada, a

Eletronorte poderá ser dividida em seis empresas, que passarão a reunir as

distribuidoras estaduais de energia da Amazônia. A nova modelagem de

privatização, elaborada pela Universidade de São Paulo (USP) a pedido da

Eletrobrás, prevê que o governo terá receita apenas com a venda da Usina

Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Nas demais empresas, o valor arrecadado com a

privatização seria transferido para um fundo para financiar a expansão do setor

elétrico na região. Essa proposta, apresentada ontem pelo presidente da

Eletrobrás, Firmino Sampaio, à Comissão de Minas e Energia da Câmara, ainda está

sendo analisada pelo Conselho Nacional de Desestatização (CND). O conselho

reúne-se hoje, mas não há garantia de que o assunto seja logo aprovado. Com a

nova modelagem, Sampaio admitiu que a privatização das empresas não deverá

ocorrer este ano. "O tempo é muito exíguo", afirmou. A idéia da venda separada

dos ativos da estatal visa, segundo o modelo apresentado, a garantir investimentos

suficientes em cada uma das empresas. De acordo com Sampaio, se a Eletronorte

fosse vendida inteira, como chegou a ser pensado inicialmente, os investidores

concentrariam sua atenção apenas na área de Tucuruí, ficando o restante relegado

a um plano secundário. Por isso, a Eletrobrás pretende privatizar Tucuruí

separadamente, incluindo no contrato de concessão a obrigação de conclusão da

segunda etapa da usina. A receita de privatização da usina será transferida

integralmente para o Tesouro Nacional. Na nova modelagem, a Eletrobrás pretende

vender em um só bloco as empresas de distribuição de energia do Acre (Eletroacre),

de Rondônia (Ceron) e os ativos da Eletronorte nos dois Estados. Para a

privatização, seria criada uma nova holding chamada Eletro-Oeste. Outra idéia é

reunir em uma mesma empresa, chamada Roraima Energia, a Companhia de

Eletricidade de Roraima (CER) e a Boa Vista Energia, que atende a capital. O

mesmo modelo seria adotado no Amazonas e no Amapá. No primeiro caso, se

reuniria em uma holding a Manaus Energia e a Companhia de Eletricidade do

Amazonas (Ceam). No Amapá, a Companhia de Eletricidade do Amapá seria reunida

com ativos da Eletronorte no Estado, na holding Amapá Energia. Seria constituída

ainda a Empresa Transmissão do Norte do Brasil, que passaria a administrar as

linhas da região e permaneceria estatal.

Copyright 1999 – O Estado de S. Paulo – Todos os direitos reservados

Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *