| Solução para refinariaspode sair em 15 dias |
| RIO – O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, afirmou hoje que o governo deverá encontrar, em até quinze dias, uma solução para evitar que as refinarias de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e Ipiranga, no Rio Grande do Sul, encerrem suas atividades. Ambas as refinarias são controladas pela iniciativa privada e alegam que estão tendo prejuízo ao comprar o petróleo a preços internacionais e vender os derivados a preços do mercado interno. Rondeau disse que há propostas em estudo, mas elas deverão ser submetidas à equipe econômica do governo. Ele citou como exemplo a que foi enviada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e que sugere o arrendamento temporário da refinaria de Manguinhos pela Petrobras. ” Estamos estudando, mas a idéia é encontrar uma solução para que Manguinhos e Ipiranga continuem prestando seus serviços sem que necessariamente sejam incorporadas por A, B ou C ” , acrescentou o ministro. O ministério também analisa a proposta dos representantes dos trabalhadores que prevê o uso da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), o imposto que recai sobre a importação de petróleo e seus derivados, para compensar os prejuízos financeiros alegados pelos donos das refinarias de Manguinhos e Ipiranga. O ministro participou da posse do novo presidente da Eletrobras, Aloísio Vasconcelos, no Rio de Janeiro. Quinhentos trabalhadores correm o risco de perder o emprego, caso a Refinaria de Manguinhos suspenda amanhã as atividades de refino, como foi anunciado. No dia 8 de julho, a direção da refinaria já tinha anunciado a decisão de interromper temporariamente a compra de novas cargas de petróleo, tendo em vista a defasagem dos preços no mercado internacional em relação aos derivados no mercado interno. Com a suspensão do refino, Manguinhos passa a operar apenas no setor de distribuição de derivados. Os funcionários da refinaria conseguiram garantir os empregos até o dia 19 deste mês. O acordo foi feito com os acionistas da companhia, formada pelos grupos Peixoto de Castro, nacional, Repsol, espanhola, e YPF, argentina. Juntas, as empresas formaram a Repsol YPF, um dos dez maiores grupos de petróleo do mundo. A direção do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo no Estado do Rio de janeiro (Sindipetro/rj) está negociando com o governo uma saída que reverta a situação atual. (Agência Brasil) |