A (IM)POSSÍVEL RENOVAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS DE ALTO NÍVEL
Em recente exposição de superintendente do CENPES-PETROBRÁS no Clube de Engenharia ficamos cientes do esforço estratégico da empresa na constante possibilidade de incorporar as melhores cabeças saídas das universidades em todo o país. Tal processo contempla, sem dúvida, a diminuição da rigidez imbecil e do burocratismo que engessa os processos de concurso público.
No setor elétrico não podemos deixar de recordar a intensa incorporação de grandes e jovens cabeças buscadas nas universidades no final dos anos sessenta, inicio dos setenta. Furnas ponteou imeditamente nesse processo. John Cotrim (mais uma vez necessariamente mencionado) deixou saudades. Quando perguntado sobre suas maiores realizações, sempre ressaltava a organização dos cursos de mestrado ofertados a mais de uma centena de engenheiros jovens de todas as empresas elétricas do país por mais de uma década a partir de 1967. Formou-se uma equipe inédita que, nos anos noventa, ainda jovem, sofreu massacre por dirigentes deficientes e fisiológicos. Enfim, pela privataria.
Mas não podemos deixar de ser pessimistas nessa área. O que pode se esperar de dirigentes públicos crescentemente medíocres ? O que se pode esperar do aparelhamento partidário das empresas de eletricidade ?
Olavo Cabral Ramos Filho
Ilumina