Rio MADEIRA: participação das estatais e questão boliviana


MME diz que estatais poderão entrar no leilão das usinas do Rio Madeira
Márcio Zimmermann diz que problema da cláusula do contrato entre Furnas e Odebrecht já está resolvido


Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Negócios



O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse nesta quarta-feira, dia 22 de agosto,que as estatais poderão participar do leilão das usinas do Rio Madeira. O leilão da usina de Santo Antônio (RO, 3.150 MW) está programado para acontecer até o dia 30 de outubro.


Perguntado sobre a cláusula do contrato entre a construtora Odebrecht e Furnas que proibia a entrada de outras estatais no leilão, Zimmermann afirmou que o problema já está solucionado. “Se outras estatais estão liberadas para entrar no leilão, é porque a cláusula do contrato entre Furnas e Odebrecht já está resolvida”, afirmou o secretário, que participou do II Seminário de Energia Elétrica e Crescimento, promovido pela FGV Projetos, no Rio de Janeiro.


Quanto ao limite de participação das contrutoras e dos fornecedores, que a princípio estaria limitado a 20%, o secretário disse que a Agência Nacional de Energia Elétrica colocou o tema em audiência pública e que, portanto, ainda não há uma definição.


Bolívia – Zimmermann assegurou que a Bolívia não tem como inteferir nos projetos do Rio Madeira, porque as usinas estão localizadas em terras brasileiras e o empreendimento não trará impacto para o país vizinho. Recentemente, a Bolívia exigiu do Brasil a comprovação técnica de que não haverá impactos na fronteira entre os dois países com a construção do complexo hidrelétrico.


De acordo com o pais vizinho, estudos realizados por instituições científicas dos dois países demonstram que os projetos poderiam causar impactos como a sedimentação dos rios, perda da ictofauna e redução do potencial hidrelétrico boliviano.


Zimmermann acrescentou que o Brasil está fornecendo todas as informações pedidas pela Bolívia e que o Itamaraty já realizou uma reunião com representantes bolivianos para prestar esclarecimentos sobre as usinas.

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