So correr o bicho pega, se ficar o bicho come! Não tem jeito! Se o consumidor não economizar, paga sobretaxa e tem corte, se economizar, provoca o "desequilíbrio econômico – financeiro" das distribui …

So correr o bicho pega, se ficar o bicho come! Não tem jeito! Se o consumidor não economizar, paga sobretaxa e tem corte, se economizar, provoca o "desequilíbrio econômico – financeiro" das distribuidoras, que não podem ter seus faturamento reduzidos. Não é genial? A Light, com uma tarifa de R$ 0,208/kWh, impostos excluidos, com um aumento de 21,78% passaria para R$ 0,25 /kWh recolocando sua tarifa nos níveis de US$ 100/MWh. Preço de New York! Paris cobra US$ 75/MWh! Com impostos! E lá a energia vem de usinas nucleares!


O sistema do governo FHC para o setor elétrico é fantástico! Qualquer sistema que oferece um serviço com maior risco, deveria ser mais barato, mas aqui….


Light solicita e Aneel estuda aumento de 21,78% nas contas de novembro

Monica Tavares

BRASÍLIA. A Light solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um reajuste de 21,78% nas contas de luz de seus consumidores. Se aprovado, o percentual, correspondente ao aumento anual a que as distribuidoras têm direito, será acrescido às contas a partir do dia 7 de novembro. Ã Aneel cabe analisar e autorizar ou não o percentual solicitado pelas distribuidoras.


Os últimos aumentos autorizados pela Aneel, esta semana, ficaram em 19% para a Bandeirante e em 43% para Companhia Piratininga de Força e Luz, também de São Paulo; e em 21% para a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), do Rio Grande do Sul.


A decisão final sobre o reajuste da Light só será tomada pelos técnicos e dirigentes da Aneel dias antes da data prevista, informou a agência. Um dos itens que precisa ser analisado é o custo da compra, pela empresa, da energia de Itaipu, que é cotada em dólar. Além disso, parte da tarifa, os chamados custos gerenciáveis (como folha de pagamento), é reajustada pelo IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas.


Piauí e Rio Grande do Norte têm alternativa a feriados


Os governadores de Piauí e Rio Grande do Norte enviaram à Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE) propostas de medidas alternativas para evitar os dois feriados previstos para o Nordeste.


A proposta do Piauí é reduzir diariamente a carga horária do setor produtivo. Já o Rio Grande do Norte quer que um dos feriados seja substituído por um feriado local da capital do estado, Natal. A GCE, que também recebeu sugestões da Federação do Comércio do Ceará e de parlamentares de Sergipe, ainda não analisou as propostas.


A economia de energia nos estados nordestinos, de 1 a 23 deste mês, foi de 13,8%, enquanto no Sudeste e Centro-Oeste a redução de consumo no período foi de 18,1%. O nível dos reservatórios no Nordeste estava em 9,26% na última terça-feira, o que representa 1,67 ponto percentual acima do previsto.


As chuvas na região nordestina estão em 63% da média histórica, sete pontos percentuais acima dos 56% previstos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).


Resultado sobre candidatos à compra da Copel sai hoje


A Aneel envia até amanhã à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) um comunicado com o resultado da análise de participação no mercado dos grupos interessados na compra da Companhia Paranaense de Energia (Copel). O leilão está marcado para o dia 31. Pela legislação, as empresas interessadas não podem deter mais de 20% do mercado nacional de geração ou distribuição de energia. A agência está verificando também se os grupos estão em dia com o pagamento de obrigações do setor elétrico, como a compra de energia.


Empresa repassará prejuízo

Reajuste de conta de luz será maior em 2002

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA


O governo deve anunciar hoje um novo mecanismo de repasse integral de parte dos custos das distribuidoras de energia para as tarifas cobradas do consumidor. O novo sistema deve fazer com que os reajustes de tarifas em 2002 sejam maiores que os deste ano.


Esses custos são chamados de "não-gerenciáveis" ou "parcela A". Alguns são ligados ao dólar e, por isso, tiveram forte alta neste ano, não repassada totalmente para as contas.


Hoje o repasse não é total. Se os custos subirem logo após a data de reajuste anual da distribuidora, a empresa arca com a alta durante um ano e, no reajuste de tarifa seguinte, repassa apenas parte da alta de custos, mas sem recuperar a perda do período.


Ou seja, no sistema atual, o consumidor de energia não arca com toda a perda da distribuidora. Parte é absorvida pela empresa. Com o novo sistema, cada distribuidora contabilizará o aumento desses custos ao longo do ano em um tipo de conta virtual. No reajuste anual, todo o gasto das distribuidoras com a alta desses custos será corrigido e repassado integralmente às tarifas.


Os custos "não-gerenciáveis" ligados ao dólar que subiram fortemente neste ano são o subsídio à geração termelétrica a óleo combustível e a energia comprada da hidrelétrica de Itaipu. O governo havia pensado inicialmente em centralizar a conta de compensação na Eletrobrás, mas preferiu deixar que cada empresa fizesse sua própria conta, sob fiscalização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).


Na nossa opinião as contas das termoelétricas não constituem custos não gerenciáveis. Afinal, essa despesa está alta pela estratégia adotada pelas empresas privatizadas em não investir em geração. Foi uma decisão corporativa e em harmonia com a estratégia do governo. Agora querem reembolso?



O repasse integral da alta dos custos "não-gerenciáveis" não deve beneficiar muito as distribuidoras que têm reajuste ainda neste ano -como a Light (RJ) e a Cerj (RJ). Isso porque o mecanismo só funcionará a partir do momento em que for regulamentado e não recupera perdas anteriores.


Ou seja, a Light, com reajuste em novembro, teria 15 dias de contabilização integral de perdas, e a Cerj, com reajuste em 31 de dezembro, dois meses e meio.


O novo sistema só beneficiará o consumidor -com reajustes menores- caso o real se valorize ou haja redução nos gastos com subsídio de geração termelétrica.


Eletrobrás


O Conselho Monetário Nacional autorizou ontem o BNDES a conceder um empréstimo de R$ 850 milhões à Eletrobrás. Segundo o secretário de Política Econômica, José Guilherme Reis, o dinheiro será usado para o projeto de expansão da usina de Tucuruí.


Nordeste


Um dia depois de economizar 24,5% no feriado extra da segunda-feira, a região Nordeste voltou a gastar mais energia. Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), na terça a redução de consumo na região foi de apenas 10,8% em relação à média de consumo entre maio e julho de 2000. A meta é economizar 20%.


No acumulado de outubro, a economia, que havia subido para 13,9% com o efeito do feriado, baixou para 13,8%. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste a economia em outubro está em 18,1%.


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