Tarifas não cobrem custo da Eletronuclear

Eletrobrás mostra preocupação com sustentabilidade da Eletronuclear
Estatal está analisando diversas formas de solucionar o passivo de R$ 2,4 bilhões


F.Couto,CanalEnergia


O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobrás, José Drumond Saraiva, manifestou nesta segunda-feira, 5 de dezembro, preocupação com a sustentabilidade da Eletronuclear pelo fato de as tarifas de energia não cobrirem o custo da dívida. Segundo ele, os resultados negativos acontecidos com a estatal ao longo dos últimos anos, exceto no terceiro trimestre, são reflexo da política tarifária adotada nos últimos anos.


“A grande discussão é a tarifa de equilíbrio para essas usinas”, contou. O executivo salientou que a holding está analisando diversas formas de solucionar o passivo de R$ 2,4 bilhões. Segundo a empresa, a tarifa precisa cobrir os custos operacionais e saldar o passivo sem ir de encontro ao princípio da modicidade tarifária.


A Agência Nacional de Energia Elétrica postergou no final de novembro reajuste de 7,35% sobre as tarifas da Eletronuclear, referentes ao fornecimento de energia de Angra 1 e Angra 2 para Furnas. Caso o percentual venha a ser aplicado, o valor da tarifa passará de R$ 91,52 por MWh para R$ 98,25 por MWh, embora a estatal pleiteasse R$ 103 por MWh.


O adiamento se deu porque a Eletronuclear teria apresentado perfis diferentes de dívida. Uma das propostas em análise, segundo debatido em reunião da diretoria da Aneel, é a de conversão de parte da dívida da controladora das usinas nucleares em capital. A Eletrobrás informou que desconhece a operação.

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