Um basta aos inadimplentes






Aneel apóia punições aos inadimplentes



A luta da Light e outras distribuidoras de energia contra a inadimplência, notadamente no setor público, tem como defensor o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman. Ele defende o corte de energia para inadimplentes, mesmo que do setor público, dizendo que é preciso dar um basta no que chamou de “populismo tarifário”, citando expressão criada pelo economista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura.


“Eu diria que existe um populismo tarifário, como falou o Adriano Pires, que faz com que se faça demagogia com tarifas no Brasil. O que alimenta a inadimplência é a dificuldade de se cortar o fornecimento do setor público sem que haja um clamor popular. O problema é que quando há um corte quem fica com a imagem arranhada é a distribuidora, e não o devedor que não pagou a conta”, diz.


A SuperVia só alcançou o topo da lista de credores da Light porque a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) foi beneficiada por um acordo feito com o governo do Rio para compensar créditos do ICMS. O Estado assumiu as dívidas da Cedae até dezembro de 2004, no valor de R$ 158 milhões, mas desde janeiro o débito acumulado pela Cedae já chega a R$ 59 milhões, o que pode levar a um corte de fornecimento das estações de tratamento de água que abastecem a cidade.


“Fica a seguinte pergunta, a culpa pelo corte de energia elétrica será da Light? Eu acho que a responsabilidade é dos administradores, que sabendo ser a energia elétrica um bem essencial às atividades pelas quais são os gestores, não priorizam os respectivos pagamentos, colocando a população usuária em risco”, critica o diretor de relações com investidores da Light, Paulo Roberto Ribeiro Pinto.


Além da dívida de órgãos públicos controlados pelos governos Federal e Estadual, os municípios da área de concessão da Light devem cerca de R$ 124 milhões à distribuidora (C.Schüffner ValorRio)

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