A estiagem realmente não ameaça! A verdadeira causa é a falta de investimentos! Estiagem não ameaça oferta de eletricidade ISABEL DIAS DE AGUIAR Num cenário pessimista, o nível das reserv …

A estiagem realmente não ameaça! A verdadeira causa é a falta de investimentos!


Estiagem não ameaça oferta de eletricidade

ISABEL DIAS DE AGUIAR


Num cenário pessimista, o nível das reservas de água para geração de energia elétrica poderá chegar a 15% este ano, de acordo com prognóstico feito pelo secretário de Energia de São Paulo, Mauro Arce . Mesmo assim, segundo acredita, não há escassez, nem será preciso adotar racionamento.


Existe folga, porque, mesmo com o crescimento industrial em torno de 8%, o consumo de energia não atingiu o nível de 1998, afirmou. As projeções feitas pela Secretaria de Energia indicam que, no atual regime de chuvas, por volta de novembro, as reservas de água para produção de energia elétrica deverão ficar entre 20% e 24%. "Em qualquer das situações, o mercado será atendido", disse Arce. "A situação está sob controle."


A preocupação está voltada para 2001. Há três anos, as chuvas de verão são insuficientes para restabelecer os níveis ideais dos reservatórios. O período de estiagem na região Centro-Sul inicia-se com reservas em torno de 70%. Neste ano, o quadro agravou-se, mas a retomada do crescimento econômico ocorre sobre bases ainda muito baixas.


O risco de escassez de energia nos próximos anos poderá ser contornado com a antecipação dos projetos para a instalação de usinas termoelétricas. Todos os investimentos para energia termoelétrica, cujos investimentos serão feitos em parceria com o Estado ou com empresas estatais, serão antecipados em um ano.


Essas novas usinas deverão entrar em operação em 2001, afirmou Arce, que participou de seminário promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre escassez de água e energia elétrica.


O diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, Angelo Albiero, disse ontem que o racionamento de água na capital não ameaça o crescimento industrial. Segundo informou, a maioria das empresas preparou-se para a crise, perfurando poços ou fazendo reservas para atender as necessidades. Fonte Estadão 16/6/2000



O ILUMINA contesta a frase marcada em vermelho. As chuvas de verão são insuficientes porque os reservatórios estão se esvaziando mais rápido em função do crescimento da demanda sem a contrapartida de novas usinas. Basta olhar o gráfico abaixo que mostra as afluências médias do Rio Grande, onde estão localizadas a principais unidades do sistema sudeste. Na realidade o ano de 98 ficou apenas ligeiramente abaixo da média (95%), mas 97 e 96 estiveram 20% acima da média.


Basta dar uma olhada no período 1951 – 1956 para perceber que a atual seca não é nada comparado com o que ocorreu no histórico. Aliás, quando o sistema era estatal e planejado, foi dimensionado para suportar aquela sêca histórica. Os anos de 1971 e 1989 também foram críticos e nem por isso o sistema brasileiro colapsou.


O ILUMINA entende que não se trata de ter ou não ter racionamento . Não basta "passar raspando" cada ano. O consumidor merece muito mais do que isso, pois paga um preço que pressupõe um risco muito menor do que o praticado hoje. A mudança de padrões de confiabilidade já adotada pelo govêrno não é honesta com a sociedade brasileira que tanto depende desse serviço público para se modernizar.




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